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Conheça a trajetória de Pink, um dos pioneiros do metal em Apucarana

Músico integrou a primeira banda de metal extremo da cidade, fundada nos anos1980; veja reportagem em vídeo

Da Redação

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Escrito por Da Redação
Publicado em 01.10.2023, 11:00:00 Editado em 01.10.2023, 10:38:42
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Há quase 40 anos Marcos Aurélio de Assis se dedica a sua principal paixão: o metal extremo. O músico, de 57 anos, popularmente conhecido pelo pseudônimo Pink Morttis, integrou a primeira banda de black metal de Apucarana, no norte do Paraná, e é considerado pioneiro do gênero musical na cidade. Ainda em atividade, o músico integra cinco bandas, todas com músicas autorais. Veja reportagem do vídeo abaixo

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Autodidata, Pink arriscou os primeiros acordes em uma guitarra artesanal que comprou aos 18 anos, após ficar impressionado com da banda britânica Queen. A sonoridade do novo estilo musical ao qual foi apresentado por um primo despertou tanto interesse, que o então jovem Pink decidiu pesquisar mais até chegar nos subgêneros do heavy metal. Naquela época a internet ainda não existia no Brasil e, como esse tipo de música não tocava nas rádios, Pink comprava revistas e trocava fitas cassete com amigos para conhecer novas bandas.

- LEIA MAIS: Vídeo da banda Ritual - Senhor das Trevas já tem quase 500 mil acessos

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"Comecei a procurar mais bandas e na década de 80 conheci Venon, Slayer e Sarcófago, que é uma banda brasileira, e outras nacionais. A comunicação era por cartas e revistas em preto e branco. Os sons eram trocados entre nós por fitas cassetes, pelos correios", conta

Em 1985, Pink entrou para a banda Ritual, a primeira banda de metal extremo de Apucarana. “A gente tocava composições próprias, nunca fizemos cover. A banda não tinha um gênero definido, mas seguia a linha black/trash/death metal”, comenta.

 Pink é figura conhecida na cena musical de Apucarana
Icone Camera Foto por TNOnline
Pink é figura conhecida na cena musical de Apucarana
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Pink conta que a banda fez algumas apresentações na cidade e região, entretanto, por ser um estilo novo a época, não agradava muito o público tradicional. “Éramos a única banda desse estilo na cidade. E não me recordo se na cena regional haviam outras. Mas muita gente não gostava, porque era um som bem pesado. Depois a banda acabou porque uma parte casou e outra foi embora da cidade. O único que continua morando na cidade e tocando até hoje sou eu”, afirma.

Em 2009, a banda reuniu alguns de seus integrantes em uma apresentação realizada em um recital no Cine Teatro Fênix, com a música Senhor das Trevas. O vídeo da apresentação foi publicado no Youtube e mais de 500 mil visualizações. Veja aqui.

Multi-instumentista autodidata, Pink toca contrabaixo, guitarra e bateria influenciado por bandas como Venon e Slayer, que se enquadram no estilo black e thrash metal, respectivamente. Atualmente ele integra as bandas Esperyon, Sagras, Reactor e Satangors, todas com composições autorais que são divulgadas em suas redes sociais no Facebook e Instagram.

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Além da música, Pink também atuou em quatro produções audiovisuais do cineasta apucaranense Semi Salomão: O Reencarnado (2000), A Bruxa do Cemitério (2004), Histórias do Sobrenatural (2006) e Hotel América (2007).

FAMÍLIA MUSICAL

A mãe de Pink, Matilde Gonçalves conta que o interesse pela música começou ainda quando ele era criança, por influência do pai e do avô. “Meu marido era cantor, venceu um concurso na antiga Rádio Difusora e chegou a se apresentar em São Paulo, no Clube do Bolinha (programa de televisão exibido Rede Bandeirantes). A irmã do meu marido cantava na orquestra. Acho que é de família”, afirma.

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Matilde recorda a primeira apresentação do filho, em um show na festa de Apucarana, na década de 90, no Lagoão. Ela confessa que não tinha grandes expectativas, pois achava que os meninos não tinham muito talento nos ensaios. “Foi um show muito bonito, parecia que eu estava assistindo um show de rock pela televisão. A plateia amou, pediu bis. Fiquei surpresa em ver como os meninos estavam bem preparados”, afirma.

ORIGEM DO APELIDO

Para um metaleiro que só usa roupas pretas e curte sons extremos, o apelido Pink soa um tanto controverso. A alcunha, entretanto, surgiu por causa da Pantera Cor-de-rosa, desenho preferido do músico. “Eu tinha um amigo muito próximo que me apelidou de Pink por causa do desenho. Quando surgiu The Pink Panther Show, eu deixava de conversar com ele para prestar atenção e ele começou a me chamar de Pink”, afirma.

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