Apucarana

Comemoração: trigêmeos completam 65 anos em Apucarana

Um dos irmãos afirma que o trio é o mais velho do Brasil e da América Latina

Da Redação ·

O dia é de comemoração para os trigêmeos, os aposentados Milton, Wilson e Admir Pedro da Silva, que completam neste domingo (22), 65 anos, em Apucarana. Para Milton, que escolheu a Cidade Alta para viver com a família há mais de três décadas, o trio é o mais velho do Brasil e da América Latina. "Já pesquisei em diversos lugares e nunca vi trigêmeos mais velhos que a gente", conta. 

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Os irmãos, que são naturais de Bauru, interior de São Paulo, festejam a data especial junto das esposas Marlene Beletato, Jussara Farias e Divina Ribeiro, filhos e netos em Apucarana. "Está todo mundo na cidade para comemorar. Ficamos por aqui em quase todos os aniversários. É uma alegria poder estar com a nossa família. Todo mundo está bem e com saúde", comemora Milton. 

Com o passar dos anos, cada irmão, seja pela profissão ou devido ao relacionamento, seguiu para cidades diferentes. Milton veio morar em Apucarana para trabalhar como investigador de polícia, Wilson mora em Lins, interior de São Paulo, e atuava como comerciante.

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Admir é funcionário público aposentado em Buritama, também no interior de São Paulo. “Apesar da distância, nos falamos diariamente e permanecemos unidos. É uma alegria poder completar 65 anos”, comemora o morador de Apucarana.  

História

Gerados na mesma placenta, Milton e Wilson são fisicamente muito parecidos. Já Admir, que foi gerado em placenta diferente, é um pouco diferente dos irmãos. “Nascemos de parto normal. Eu nasci às 16 horas e o Wilson às 20 horas. Nossa mãe já estava recebendo alta quando Admir chegou às 22 horas, pois ela não sabia que tinha o terceiro bebê”, recorda Milton.

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Quando tinham 4 anos, os irmãos foram abandonados pelos pais Hermínia Cardoso da Silva, 84 anos, e João Pedro da Silva, já falecido. Eles tentaram morar com o pai, mas por causa da ruim convivência, optaram por viver pelas ruas da cidade natal e também chegaram a morar em um orfanato. “Quando morávamos na rua, a gente trabalhava nas fazendas em troca de comida e roupas”, relembra Milton. 

Aos 13 anos, os trigêmeos conheceram um padre que os acolheu e ajudou a encontrar a mãe quando eles completaram 17. “Ela morava em São Paulo com uma outra irmã nossa. Assim como fizemos com o nosso pai, resolvemos perdoá-la, achamos melhor assim”, ressalta Wilson. 

Por, Fernanda Neme