Apucarana

Com nova alta, postos já registram queda nas vendas em Apucarana

Da Redação ·
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fonte: TNOnline
Com nova alta, postos já registram queda nas vendas em Apucarana

A Petrobrás anunciou nesta segunda-feira (08) mais um aumento nos preços dos combustíveis. A partir de terça-feira (09), a gasolina terá alta de 8,8% nas refinarias e o diesel 5,5%. Com isso, os preços médios nas refinarias serão de R$ 2,84 por litro para a gasolina e de R$ 2,86 por litro para o diesel — o que representa uma alta no ano de 54% no preço da gasolina e de 41,6% no diesel.  Este é o sexto aumento consecutivo no ano. Postos de combustíveis de Apucarana já começaram a perder vendas, já que os consumidores estão buscando alternativas para reduzir o uso dos veículos.

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Nesta segunda, o preço da gasolina comum em Apucarana variava entre R$ 5,59 e R$ 5,89 o litro. O etanol mais barato era vendido por R$ 4,09 e o mais caro a R$ 4,42 o litro. Já o preço do diesel variava entre R$ 4,09 e R$ 4,39 o litro. Com o novo aumento, a expectativa é de que o litro da gasolina chegue próximo aos R$ 6,00.

Para o empresário Rodrigo Ducati, dono de um posto de combustíveis em Apucarana, o cenário é de muitas incertezas e as vendas já registram quedas. “Nas últimas 3 semanas, nossas vendas caíram pelo menos 30%. Toda semana tem alta, o mercado precisa ter uma estabilidade, e da forma que está, essa política da Petrobras, deixa os consumidores e empresários apreensivos. Hoje você vende o produto e quando vai repor o estoque tem que pôr dinheiro para completar o custo do dia. As vendas caíram demais e juntou com o fechamento do comércio, então houve menor circulação de veículos. Os consumidores estão assustados e não acredito que os preços devam baixar”, declarou Ducati.

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Welington Kreb também é empresário do setor e afirma que não há meios de segurar os preços. Dono de um posto de combustíveis na cidade, ele afirma que os empresários já estavam segurando repasses ao consumidor há tempos. “Enquanto o preço do combustível estiver atrelado ao preço do dólar, esse cenário não vai mudar. Já seguramos muitos aumentos para não repassar os preços, mas já trabalhamos com uma margem muito apertada, não tem como não repassar o preço. E claro, com o preço mais alto, o consumo diminui. O consumidor vai sempre procurar uma maneira de economizar”, disse o empresário.