Apucarana

Com aumento de cirurgias, Hemonúcleo tem déficit de 34%

A baixa do banco de sangue ocorre exatamente quando a demanda de cirurgias eletivas cresce.

Da Redação ·
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Com aumento de cirurgias, Hemonúcleo tem déficit de 34%

As campanhas de doação de sangue são constantes e necessárias, mas diante da pandemia da Covid-19 a situação da rede do Centro de Hematologia e Hemoterapia do Paraná (Hemepar) precisa de muita atenção. Na unidade da 16ª Regional de Saúde, em Apucarana, há um déficit de 34% de doações para a manutenção mínima dos centros médicos atendidos.

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“Não estamos deixando de atender, mas há um trabalho enorme. Há tipos de sangue, em especial de Rh negativo, que temos que procurar em outras unidades Hemepar para conseguir duas bolsas para manter o estoque. Precisamos alertar a população que doe”, explica a assistente social Marta Haider, responsável pela captação do Hemonúcleo de Apucarana.

A baixa ocorre exatamente quando a demanda de cirurgias eletivas cresce, numa tentativa de atender aqueles pacientes que precisaram esperar por tratamento devido à crise do coronavírus. Somente no Hospital Norte Paranaense (HONPAR), em Arapongas, a demanda aumentou em 50% pela procura de procedimentos cirúrgicos.

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“Há duas semanas, a demanda cresceu muito. Sabemos do esforço que está sendo feito para atender à rede. Por isso, buscamos incentivar os familiares de quem precisou da transfusão para fazer uma ação solidária para ajudar a repor os estoques”, diz Adnes de Oliveira, responsável técnica da agência transfusional do HONPAR.

Todos os centros médicos da região estão enfrentando a mesma situação. O Hemepar de Apucarana atende a Santa Casa de Arapongas, o Hospital Nossa Senhora de Fátima, o Hospital da Providência e o Instituto do Rim, ambos em Apucarana, além dos serviços nas UPAS.

Na prática, o suprimento mínimo da 16ª Regional de Saúde é de 800 bolsas de sangue por mês. Mas, atualmente, com muito esforço, o número só chega a 530. Antes da pandemia, a unidade chegava a receber 650 doadores, mas o número ideal é acima de 1.000. Isso porque há uma parcela das pessoas que, por critérios específicos, tem o sangue descartado. Além do sangue, as doações são feitas para a produção dos hemocomponentes, como os concentrados de hemácias e de plaquetas, plasma fresco congelado e crioprecipitado.

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 Agora na pandemia há um novo componente bastante importante: o plasma hiperimune. Ele é retirado de pessoas que já tiveram a Covid-19 e tem anticorpos para o coronavírus. Esse tipo é reservado para o uso em pacientes que estão enfrentando a infecção. Estão aptas a doar sangue, pessoas curadas da virose: após 45 dias o resultado do exame positivo ou, em casos com sintomas mais fortes, 30 dias depois. Já os vacinados com a Corovac podem doar sete dias depois. Os que receberam doses AstraZeneca, Pfizer ou Janssen precisam esperar 30 dias.

 Cada um dos 16 municípios da regional tem sua estrutura para ajudar na coleta de sangue. Muitos cediam transporte para levar doadores até Apucarana, mas o número que chegava a 20 pessoas por semana hoje é inferior a dez. A Prefeitura de Arapongas, por exemplo, está empenhada em auxiliar no processo. Tanto que disponibilizou os telefones 3902-1072 e 3172-0246 para agendamentos e buscar a melhor maneira para atender o doador.

O Hemonúcleo de Apucarana fica na Rua Antônio Ostrenski, 3, no centro. As doações de sangue podem ser agendadas através do telefone  43.3420-4200.