Apucarana

Colégio Polivalente adota nome de servidor vítima da Covid

Com o projeto aprovado na Alep, o nome do colégio passou a ser 'Polivalente Carlos Domingos Silva'.

Da Redação ·
Carlos Domingo da Silva, vítima da covid-19, homenageado pelo colégio.
fonte: Reprodução / Redes sociais
Carlos Domingo da Silva, vítima da covid-19, homenageado pelo colégio.

Em homenagem ao servidor Carlos Domingo da Silva, que morreu em janeiro deste ano, vítima da Covid-19, o colégio Polivalente, de Apucarana, passou a se chamar “Colégio Estadual Polivalente Carlos Domingos Silva”.  A mudança ocorreu após aprovação de um projeto de lei, de autoria do deputado Tercílio Turini (CIDADANIA), atendendo a um pedido da comunidade escolar.

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Segundo o diretor do colégio, professor Hélio Edmur da Silva, um conselho escolar foi realizado para propor a mudança do nome em homenagem ao servidor.

"Carlos era nosso secretário desde 1994, foi o segundo secretário a ocupar o cargo no colégio. Foi acometido pela Covid-19 e infelizmente, não resistiu a doença, vindo a falecer. Nós realizamos um conselho escolar e decidimos acrescentar o nome dele ao do colégio, como forma de prestar uma justa homenagem a ele", declarou o diretor.

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BIOGRAFIA DO HOMENAGADO

Carlos nasceu em Apucarana, filho da professora Isis e do treinador Áureo, o “Áureo Caixote”, como era conhecido no meio esportivo. Teve uma vida simples. Foi bancário. Palmeirense. Gostava de jogar futebol com os amigos, e adorava brincar com seus netos Eduardo e Leonardo. Amigo leal, brincalhão e generoso.

Em 1994 começou a trabalhar como secretário do Colégio Polivalente em regime celetista e de lá nunca mais saiu. Passou a ser conhecido como o “Carlão” do Polivalente, se tornando uma referência para todos. Podemos dizer que Carlos teve a maior parte de sua vida dedicada a educação, pois foi secretário por 27 anos, 5 meses e 28 dias.

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Além disso morava no Colégio com a família desde 2002, pois também era caseiro do Colégio em que trabalhava. Conhecia cada cantinho do colégio e zelava por cada um. Não tinha dia nem hora, sempre que solicitado comparecia para desempenhar suas funções, mesmo nos finais de semana ou nas férias.

Carlos era respeitado por seus pares e pelo Núcleo de Educação onde teve oportunidade de colaborar por diversas vezes. Carlos foi uma pessoa única que durante sua vida demonstrou competência, lealdade, confiança e amizade.

Carlos morreu dia 19 de janeiro de 2021, vítima da COVID-19, e até o último dia em que esteve em casa, cumpriu suas responsabilidades com o colégio.