Apucarana

Colégio Heitor Furtado vota modelo cívico-militar na quinta

Direção da escola promoveu reunião com pais na noite de segunda-feira para prestar esclarecimentos sobre o projeto

Da Redação ·
O Colégio Heitor Furtado tem atualmente 560 alunos
fonte: arquivo
O Colégio Heitor Furtado tem atualmente 560 alunos

A comunidade escolar do Colégio Estadual Heitor Cavalcanti de Alencar Furtado, do Núcleo Habitacional João Paulo I, em Apucarana, vai decidir nesta quinta-feira, 17, se aceita ou não o projeto de adesão ao modelo cívico-militar. Pais e responsáveis de alunos participaram de uma reunião com a direção da escola, com o diretor do Núcleo Regional de Educação e com representante do Exército, para esclarecimentos sobre o projeto. Segundo a direção da escola, cerca de 230 pais participaram da reunião, sendo que 189 assinaram a ata do encontro, que deliberou sobre a consulta pública.

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O diretor da escola, José Carlos da Silva, avaliou a reunião como bastante representativa, considerando que a escola tem atualmente 560 estudantes. “Foi uma reunião muito boa”, avalia. Participaram do encontro com os pais o diretor do NRE, professor Wladimir Barbosa da Silva e o capitão Schimidt, oficial reformado do Exército Brasileiro, que deve ficar na direção militar do colégio, caso o projeto seja aprovado pela comunidade.

Nesta terça-feira, durante o dia, vários pais que não participaram da reunião fizeram contato com a escola em busca de esclarecimentos sobre o projeto em questão. “Hoje orientamos os pais que nos procuraram. E recebemos muitas consultas durante todo o dia”, afirma José Carlos.

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A consulta pública à comunidade escolar será na quinta-feira, dia 17, das 8h às 20h, no próprio colégio, através de voto impresso. Poderão votar os alunos maiores de 16 anos e pais ou responsáveis pelos alunos menores de 16 anos, perfazendo, portanto, apenas um voto por aluno matriculado.

Segundo o diretor, entre as principais informações repassadas aos pais sobre o projeto, consta que não haverá mudanças na administração escolar, com a manutenção da direção, corpo docente e pessoal administrativo. Pelo projeto, a escola receberia uma equipe de apoio com 18 militares, sendo um diretor militar, um tutor e 16 monitores, todos com patentes a partir de sargento.

Conforme informações repassadas aos pais, esses militares não atuarão em sala de aula, mas cuidarão da gestão disciplinar da escola, como inspetores de alunos, e na parte cívica, com alguns projetos, inclusive o de reimplantar a fanfarra do colégio.

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Esse projeto de Colégio Cívico-Militar é em parceria com o governo federal, através do Ministério da Defesa e Ministério da Educação. É diferente do projeto de escolas cívico-militares já realizado no Paraná, em diversas unidades, através de parceria do Estado e envolvendo pessoal da reserva da Polícia Militar.

O projeto ofertado ao Colégio Heitor Furtado, do João Paulo I, é o mesmo projeto também ofertado no Colégio Polivalente, que gerou polêmica com a comunidade escolar, desde a semana passada. Lá, a votação foi feita por aclamação e o resultado foi negativo ao projeto. Foram 274 votos contrários à mudança e 230 a favor. No entanto, um grupo de pais favoráveis ao projeto está organizado e tenta anular a consulta pública para que uma nova votação possa ser feita.