Apucarana

Cesta básica está quase R$ 35 mais barata em Apucarana; saiba mais

Queda foi puxada pelos preços do tomate e da batata que, sozinhos, caíram R$ 27,90 em junho

Da Redação ·
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O tomate, que sempre foi o vilão da inflação, ficou mais barato e colaborou com a queda no preço da cesta básica
fonte: arquivo/colaboração
O tomate, que sempre foi o vilão da inflação, ficou mais barato e colaborou com a queda no preço da cesta básica

A cesta básica composta por 13 itens está R$ 34,82 mais barata em Apucarana. Pesquisa do Núcleo de Conjuntura Econômica e Estudos Regionais (Nucer) da Universidade Estadual do Paraná (Unespar), campus de Apucarana, mostra que os alimentos passaram dos R$ 682,15 em maio, para R$ 647,33 em junho, queda que corresponde a 5,10%. De acordo com a coordenação da pesquisa, a queda no preço foi puxada, sobretudo pelo tomate (- 27,39%) e pela batata (-22,59%), que sozinhos, reduziram R$ 27,90.

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Também contribuíram com a baixa, itens como a farinha de mandioca (-13,82%), manteiga (-8,97%), arroz (-3,80%), carne bovina (-2,64%) e banana (-1,96%). O preço do café ficou praticamente estável (-0,09%). Ficaram mais caros o feijão carioquinha (8,26%), leite (2,88%), pão francês (2,47%), açúcar (2,04%) e óleo de soja (1,21%).

O economista Rogério Ribeiro, professor da Unespar e coordenador da pesquisa explica que a maior redução de preços ocorreu em produtos sazonais, como é o caso do tomate e a batata, por exemplo, que já tiveram forte elevação de custos e já estão mais baratos há aproximadamente dois meses. No entanto, os consumidores podem preparar os bolsos para novos aumentos, pois a tendência de alta continua, porém, em velocidade menor.  

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“Estes produtos são sazonais e sofrem fortes variações de preços nos períodos de safra e entressafra. Trata-se de uma situação normal, que já é esperada. Assim como o aumento do preço do leite no inverno”, comenta o economista.

De acordo com Ribeiro, a ampliação do pacote de auxílio emergencial do Governo Federal poderá provocar um crescimento na demanda. Esse fator juntamente com a elevação da taxa de câmbio média poderá impactar ainda mais o valor dos alimentos. “Com a desvalorização de nossa moeda, os preços tendem a aumentar. Também temos outro risco, o país está aumentando e está sendo precificado no mercado financeiro. Isto somado ao aumento do custo efetivo dos empréstimos e financiamentos que repercutem em nossos custos de produção”, diz o economista.

SALÁRIO

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A pesquisa calcula, que o valor aferido para cesta básica de Apucarana equivale a 53,4% do valor do salário mínimo nominal de junho, que é de R$ 1.212,00 mensais. Já o salário mínimo necessário para os trabalhadores da região, com base nos critérios metodológicos da pesquisa, ficou estimado em R$ 4.175,73.

Considerando o custo atual da Cesta Básica o tempo de trabalho necessário para que um trabalhador remunerado pelo salário mínimo vigente na região, na data da coleta dos dados, consiga comprar a referida cesta ficou equivalente a 117 horas e 30 minutos, contra 123 horas e 49 minutos do mês anterior.

ARAPONGAS

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Em Arapongas, o preço da cesta básica apresentou uma redução de custo de 0,58%, passando dos R$ 692,14 para R$ 688,14. Assim como em Apucarana, o tomate (-11,52%) e batata (12,72%) foram os responsáveis pelo recuo no valor total, junto com a carne bovina (-5,48%). Os itens que tiveram aumento de preço foram a manteiga (16,30%), leite (16,21%), feijão (10,08%), banana (8,22%), açúcar (1,47%), farinha de mandioca (1,14%), arroz (1,11%), café em pó (0,67%), pão francês (0,27%) e óleo de soja (0,11%).

O valor analisado para a Cesta Básica regional equivale a 56,8% do valor do salário mínimo nominal de junho, que é de R$ 1.212,00 mensais. O salário mínimo necessário para os trabalhadores da região de Arapongas, com base nos critérios metodológicos da pesquisa ficou estimado em R$ 4.438,98. Com base neste valor da cesta básica, concluímos que um trabalhador que recebe o salário mínimo nominal de R$1.212,00, para adquirir a cesta básica de alimentos terá de dispender 124 horas e 55 minutos de trabalho para este fim.

Por Cindy Santos

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