Apucarana

Casos de Covid-19 aumentam entre alunos e professores

Após a morte de uma professora que lecionava no Colégio Cerávolo, a instituição informou que já vem monitorando outros casos da doença entre alunos e professores

Da Redação ·
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fonte: Reprodução
Casos de Covid-19 aumentam entre alunos e professores

Após a morte de uma professora que lecionava no Colégio Estadual Professor Izidoro Luiz Cerávolo em Apucarana por complicações da Covid-19, a instituição informou que já vem monitorando outros casos da doença entre alunos e professores. 

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O diretor do Colégio Diego Fávaro, disse que a situação da pandemia é bastante grave. “Estamos com uma professora internada, outra intubada e mais 4 professores positivados sendo monitorados, infelizmente a pandemia é grave. Por dia de 4 a 5 alunos comunicam o colégio que estão positivados para Covid-19”, alerta 

A instituição adotou há duas semanas o preenchimento de um formulário que registra todos os dados em relação a contaminação de alunos, professor ou funcionários da escola. “Através desses formulários que é feito o monitoramento dos casos de covid-19 que surgi dentro da comunidade escolar, independente se teve o retorno das aulas hibridas ou não”, disse Diego. 

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O Diretor auxiliar Fernando Pinheiro, que cuida da comissão de biossegurança do Colégio, explicou que a Secretaria de Educação deu autonomia para as escolas escolherem retornar ou não as aulas. “Nós do Cerávolo adotamos a prudência, e a educação básica continua tendo aula de forma remota” disse.

Fernando também falou sobre as medidas realizadas no colégio para garantir a segurança de todos. “Seguimos o protocolo que a Secretaria da Saúde do Paraná passou a Resolução nº 98/2021, que dispõe sobre as medidas de prevenção, monitoramento e controle da Covid-19 nas instituições de ensino públicas e privadas para o retorno das atividades curriculares e extracurriculares e seguimos todas as regras”, explica.

Os cursos que voltaram com as aulas presencialmente foram os da educação profissional, Enfermagem e Estética, que são turmas formadas por pessoas maiores de idade e que podem decidir por voltar ou não a estudar de forma presencial. 

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A professora Maria Tereza morreu no sábado após uma intensa batalha contra a Covid-19. A morte dela gerou grande comoção. 

A professora Ivani Maria Naves Yamashita está internada há 30 dias em Maringá, entubada, lutando contra a Covid.

O Núcleo Regional de Educação (NRE) informou que são 36 colégios com aulas presenciais na área no NRE de Apucarana. Ao todo, a regional tem 61 unidades e das que voltaram, tem no máximo 7 alunos por turma, que o núcleo considera menos da metade que seria seguro pelos protocolos de prevenção da Covid.

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Em Apucarana, uma escola tem dois professores que foram positivados. "Eles podem ter sido contaminados juntos em áreas comum dos professores, mas mesmo assim ainda falta confirmar se ocorreu mesmo no estabelecimento a infecção", explica Roberto.

Cada escola tem uma equipe de controle de biossegurança, que é composta por profissionais do local, além de uma agente de Saúde da comunidade. "Pode ser uma enfermeira ou alguém de uma Unidade Básica de Saúde (UBS) daquele bairro que todo dia participa de reunião com o pessoal da escola para atualizar e repassar informações sobre a pandemia", ressalta.

Ainda conforme o responsável do NRE, a responsabilidade da Educação é tangente aos alunos e profissionais que estão no colégio. "Cada estudante tem um termo assinado por responsável legal e nosso monitoramento é sobre esse universo de pessoas", pontua Roberto.

O NRE tem a orientação para afastar qualquer um que apresente suspeita do vírus. "Seja aluno ou mesmo funcionário, ele deve ir a uma unidade de saúde para tratar do problema e só retorna a escola depois da alta médica", conclui.