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    Casos de chikungunya geram alerta em Apucarana

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    Escrito por Da Redação
    Publicado em 24.03.2021, 17:58:23 Editado em 24.03.2021, 17:58:32
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    A confirmação de seis casos de chikungunya, doença causada pelo mesmo mosquito transmissor da dengue (aedes aegypti), acendeu o alerta na Autarquia Municipal de Saúde da Prefeitura de Apucarana (AMS). Ações de bloqueio da doença já foram realizadas pelo setor de combate a endemias e as equipes intensificaram o trabalho de vistoria de residências, depósitos, terrenos baldios e estabelecimentos comerciais para busca de focos endêmicos, a chamada busca ativa, e também reforçou o trabalho de conscientização da população.

    Os detalhes da estratégia de prevenção e contenção, tanto da chikungunya quanto da dengue na cidade, foram repassados ao prefeito Júnior da Femac nesta quarta-feira (24), em reunião no gabinete municipal, pelo médico veterinário Mauro de Aguiar Almeida, coordenador do setor de Combate a Endemias da AMS. “Pela primeira vez temos a notificação e confirmação de tantos casos de chikungunya em Apucarana, o que nos preocupa muito”, observa Almeida.

    Os registros envolveram moradores do Núcleo da Fraternidade e a autarquia trabalha com a hipótese de que a doença tenha sido introduzida por uma pessoa que contraiu o vírus fora do município. Uma vez na cidade, foi picada pelo aedes aegypti que retransmitiu a doença aos demais. “Nossos agentes já realizaram dois ciclos de varredura em todos os imóveis em busca de focos do mosquito e, nesta próxima terça-feira, realizam a terceira busca ativa, fechando os três ciclos que incluem a pulverização de inseticida com bomba costal”, informou o prefeito Júnior da Femac. Segundo ele, a 16ª Regional de Saúde também vai ceder o carro fumacê para reforçar as ações de bloqueio no bairro. “Dr. Altimar Carletto atendeu prontamente nossa solicitação. O fumacê motorizado tem um alcance maior em comparação à bomba costal”, comentou o prefeito.

    O coordenador do setor de Combate a Endemias, Mauro Aguiar Almeida, pede aos moradores que ao avistar o carro fumacê, abram janelas e portas da residência. “É uma ação importante para que o produto, que extermina o mosquito aedes aegypti, também aja no interior dos imóveis. As pessoas deverão ter atenção especial na proteção dos animais domésticos, principalmente as aves, e os seus recipientes de água”, orienta.

    Os principais sintomas da chikungunya são febre alta de início rápido (38º/39º), dores intensas nas articulações dos pés e mãos, além de dedos, tornozelos e pulsos. “Pode ocorrer ainda dor de cabeça, dores nos músculos e manchas vermelhas na pele. Em casos mais graves, a chikungunya leva a paciente à tetraplegia, ao desenvolvimento da Síndrome de Guillain-Barré e até a óbito”, detalha Almeida. Segundo ele, todos os casos de Apucarana evoluíram de forma positiva. “Estão todos fora de risco, mas ainda sofrendo as sequelas da doença, que são muito dolorosas e mais duradouras do que o de casos leves da dengue”, disse o agente de saúde.

    Com apenas 12 casos, prefeito destaca eficiência do combate à dengue em Apucarana

    Se por um lado a ocorrência de casos de chikungunya tem preocupado, a dengue está sob controle em Apucarana. Na avaliação do prefeito Júnior da Femac, o momento reflete a eficiência do trabalho preventivo promovido diariamente em todos os bairros e distritos pelos agentes de combate a endemias da Autarquia Municipal de Saúde (AMS). Até o momento, a cidade registra apenas 12 casos.

    Londrina, por exemplo, segundo dados da Secretaria de Estado da Saúde (SESA), contabiliza 263 casos de dengue e dois óbitos pela doença. No tocante à chikungunya, Londrina notificou três casos positivos. “Além do valioso trabalho dos nossos agentes, que é realizado de forma incansável, contamos sempre com o apoio da população, que deve manter vigilância diária sobre seu imóvel ou empresa, removendo água de recipientes que podem servir de foco de proliferação do mosquito”, pontua o prefeito Júnior da Femac.

    O coordenador do setor de combate a endemias, Mauro Aguiar Almeida, reforça que as pessoas devem evitar sobretudo armazenar água da chuva por um período superior a três dias. “Muitas pessoas improvisam tambores, baldes e outros recipientes para armazenar água visando regar vasos ou mesmo lavar calçadas. O ideal é que as pessoas evitem este tipo de procedimento mas, se utilizado, a água deve ser utilizada de forma rápida, evitando serem enormes focos de proliferação do mosquito. O que é imensamente grave para a saúde pública”, alerta Almeida. Ele também pediu que a população verifique periodicamente vasos, calhas e todos os pontos que podem acumular água da chuva. “O combate à dengue, à chikungunya e outras doenças é uma responsabilidade de todos”, concluiu.

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