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Carteiros aprovam greve e descartam privatização dos Correios

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Escrito por Da Redação
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Os carteiros de Apucarana, associados ao Sindicato dos Trabalhadores em Empresas de Comunicações Postais, Telegráficas e Similares do Paraná (Sintcom), aprovaram indicativo de greve a partir dessa terça-feira (18). “Os Correios negociaram no ano passado com o sindicato, um acordo bi-anual, mas no meio desse caminho a empresa entrou com processo no Supremo Tribunal Federal (STF), pedindo a revogação das negociações”, explica o diretor da entidade por Apucarana, Fabiano Silvério.

A votação aconteceu na segunda-feira (17), a noite em reunião feita ao vivo na página do Sintcom-PR e teve aprovação de quase todos os cerca de mil participantes associados do estado.

Para Oseias Bravo de Melo, diretor regional do sindicato em Londrina o indicativo de greve deve ser atendido em todo Brasil. “Pelo Paraná está aprovado e a partir das 22h da segunda-feira (16), estamos em greve”, confirma.

Segundo os carteiros, há uma tentativa dos Correios para diminuir os salários dos trabalhadores ao equiparar com a Consolidação das Leis Trabalhistas (CLT) e a greve é uma resposta por falta de acordo pela tentativa de suspensão da maioria - (70 de 79), cláusulas do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT). “Nós temos benefícios a mais do que está na lei geral e o que foi conquistado ao longo dos anos, a partir de greves e acordos, os Correios querem retirar”, diz o dirigente de Apucarana.

Os Correios pretendem retirar, por exemplo direitos dos carteiros, como a licença-maternidade de 180 dias e o adicional de risco de 30%. “Na última sexta-feira (14), nós já tivemos diminuição no valor do vale-alimentação”, ressalta Fabiano. O Sintcom atende à mais de 500 associados de Londrina e região, sendo em torno de 30 carteiros em Apucarana. Segundo o sindicato, atualmente um carteiro recebe salário líquido de no máximo R$ 2,2 mil.

Contra a privatização 

"O Governo Bolsonaro vai ter que enfrentar o primeiro maior desafio desde que assumiu. Vai encarar de frente a força dos trabalhadores da maior estatal do país, presente em todos os municípios brasileiros com mais de 100 anos servindo ao povo. Porque o Brasil pertence ao povo, à classe trabalhadora e não a esses oportunistas genocidas", está postado no site do sindicato.

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