Câmara aprova ampliação do Teste do Pezinho em Apucarana
Projeto de lei prevê identificação de 30 doenças contra as seis atualmente no município
TNOnline TV
A Câmara de Apucarana aprovou por unanimidade, nesta sexta-feira (28), em primeira votação, durante sessão extraordinária, o Projeto de Lei 142/2026, que institui o Programa de Triagem Neonatal Ampliada. A nova lei torna obrigatória a realização do Teste do Pezinho Ampliado e do Teste do Coraçãozinho em todos os recém-nascidos nos hospitais e maternidades da cidade, sejam integrantes da rede pública ou privada.
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O autor do texto, vereador Guilherme Livoti (Novo), explicou que a proposta é inspirada na legislação municipal de Curitiba. "Se você faz uma identificação precoce de uma doença na criança, você consegue fazer um tratamento que pode salvar a vida dela, que pode fazer com que ela não tenha alguma dificuldade motora, alguma deficiência ao longo da vida", pontuou.

A iniciativa aumenta a capacidade de diagnóstico laboratorial, passando do rastreio seis patologias básicas para cerca de 30. A adoção das novas triagens ocorrerá de forma escalonada, obedecendo a um cronograma de quatro anos a partir da publicação. "A gente pode salvar dezenas de crianças, centenas ao longo dos anos aqui na nossa cidade de Apucarana. Centenas de vidas, centenas de pais e mães que vão dormir tranquilos", acrescentou.
Segundo o vereador, a ampliação dos testes pode reduzir gastos significativos no tratamento de doenças com a detecção precoce. "O investimento estimado de quatrocentos reais por recém-nascido é expressivamente inferior ao custo social e econômico do tratamento tardio. Patologias como a Atrofia Muscular Espinhal (AME), cujo tratamento tardio importa em custo estimado de R$ 256 mil por paciente ao ano, e a Imunodeficiência Combinada Grave (SCID), cujo tratamento tardio pode superar a cifra de R$ 1,1 milhão em custo total por paciente, demonstram que a identificação precoce de um único caso por ano em Apucarana é capaz de gerar uma economia aos cofres públicos superior ao custo total de triagem de todos os 1.200 nascimentos anuais estimados para o município", argumentou, na justificativa do projeto.
