Avanço do Brasil para as oitavas de final aquece comércio e esgota itens em Apucarana
Itens verde e amarelo esgotam rapidamente e lojistas recorrem a produtos da última Copa do Mundo para atender à alta demanda dos torcedores.
A classificação da Seleção Brasileira para as oitavas de final da Copa do Mundo impulsionou drasticamente a venda de artigos temáticos no comércio de Apucarana. A alta demanda por bandeiras, camisetas e adereços verdes e amarelos pegou lojistas de surpresa, fazendo com que muitos produtos desaparecessem das prateleiras e forçando os comerciantes a uma corrida contra o tempo para repor os estoques antes do próximo confronto, marcado para domingo.
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Para dar conta dessa procura intensa, a estratégia de alguns estabelecimentos foi recorrer aos fornecedores que ainda possuíam materiais de mundiais anteriores. Na loja Lis Beauty, a gerente Kiberlly Leiroz explica que a comercialização de produtos da última Copa foi fundamental para manter as prateleiras abastecidas e garantir valores mais atrativos aos consumidores. Segundo o relato da gerência, a loja conseguiu preços melhores com os fornecedores por conta desse material remanescente, o que impulsionou a saída rápida: "Tudo o que eles colocam para vender sai".
O ritmo acelerado é confirmado por quem atende o público diretamente no balcão. As vendedoras Isabella Galvão, de 19 anos, e Gabriela Rocha de Oliveira, de 22, relatam a agitação no estabelecimento. "Muita procura, a gente está na correria, pedindo para o patrão trazer bastante coisa, não é, do Brasil. Muitas variedades também", relata uma das vendedoras.
Os itens mais barulhentos e tradicionais continuam sendo os favoritos da torcida apucaranense. "Bastante gente está vindo atrás de bandeira, aquelas vuvuzelas, aquele barulho que nós adoramos, sabe?", detalha a comerciária. Apesar da grande variedade que inclui camisetas, buzinas, pulseiras, esmaltes, perucas e capas de torcedor, a reposição precisa ser constante. "Está zerado porque vendeu muito", afirmam as jovens, ressaltando que uma nova remessa está sempre a caminho.
A empolgação com as compras reflete a festa que tomou conta das ruas após a última partida. "Nossa, foi uma festa. Depois que acabou o jogo, a cidade inteira estava comemorando aqui, estava uma loucura", relembram as lojistas.
Nas ruas, o consumidor confirma a facilidade de entrar no clima da Copa, estimulado pela oferta no comércio. A aposentada Mercedes, que já desfila pelo centro vestindo as cores da Seleção, garante que está pronta para torcer. "Com certeza. É Brasil na certa", crava. Questionada sobre a compra de enfeites para a casa, ela é enfática: "Sim. Opa, por que não? Tem que ser, não é?".
Segundo a torcedora, o comércio local está bem abastecido. "Não, está difícil, não. Você encontra em vários lugares", observa Dona Mercedes, que não hesita em deixar seu palpite otimista para o placar do jogo decisivo deste domingo: "Dois a um".

‘QUEM TINHA ESTOQUE VENDEU’
Não foi só comércio que se surpreendeu com a demanda gerada pelo mundial. A indústria local também teve receio de investir nos itens e hoje acelera a produção para dar conta da procura. “A gente percebeu que, de três ou quatro Copas para cá, a procura por materiais nas cores do Brasil e da Seleção já vinha caindo. Nesta Copa de 2026, o mercado começou muito desanimado e a produção foi menor desde o início”, afirma o empresário Antônio Carlos Macarrão.
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Segundo ele, após a vitória sobre o Haiti, a seleção engrenou e as vendas também. “Quem tinha produtos em estoque conseguiu vender bem, porque o entusiasmo reapareceu”, comenta, acrescentando que os números não foram melhores por conta do ânimo do mercado. “Ninguém quis correr o risco de ficar com estoque de produtos verde-amarelos depois da Copa”, diz.
Empresas menores, com linhas de produção mais flexíveis seguem aproveitando a onda. É o caso do empresário apucaranense Reinaldo Donizete de Brito, que produz camisetas para abastecer comércio popular e também vendas pela internet e afirma que só não está vendendo mais por falta de mão de obra para fechar contratos. “O consumidor brasileiro, como de costume, deixa tudo para a última hora. E aí fica difícil para o empresário arriscar. No entanto, essa foi a melhor Copa para a minha empresa nos últimos anos”, destaca.
Com colaboração de Louan Brasileiro.
