Apucarana

Assassino de Maria Helena é condenado a 20 anos de prisão pelo crime

Júri de Thomaz Oliveira de Mello teve início às 8h desta quinta-feira; sentença foi proferida por volta das 17h30

Da Redação ·
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O assassinato de Maria Helena é um dos casos mais dramáticos ocorridos em Apucarana, em 2019
fonte: TNOnline
O assassinato de Maria Helena é um dos casos mais dramáticos ocorridos em Apucarana, em 2019

Thomaz Oliveira de Mello, réu confesso pelo assassinato da manicure apucaranense Maria Helena Bispo Carvalho, de 28 anos, foi condenado nesta quinta-feira, (23), a 20 anos em regime fechado. O júri teve início às 8h da manhã e a sentença foi proferida por volta das 17h30.

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O acusado vai responder pelo crime de homicídio triplamente qualificado - feminicídio, motivo fútil e asfixia - e ocultação de cadáver. O promotor Eduardo Cabrini esperava uma pena maior e tem um prazo de cinco dias para recorrer da sentença. A pena de 20 anos não está ruim, mas eu esperava uma pena de 22 a 25 anos, pela gravidade do. Ainda vou analisar com calma se vou recorrer ou não, tenho cinco dias para isso", explica. 

Roselene Bispo Carvalho, de 30 anos, irmã de Maria Helena, participou do julgamento e ver o assassino não foi nada fácil para ela. "Ver ele pela primeira vez, após todo esse tempo, após o crime, me despertou vários sentimentos, como raiva e indignação. Ele poderia ser condenado a 100, 200 anos que nós da família nunca estaríamos satisfeito, pois nada vai trazer minha irmã de volta. Espero que ele permaneça todo esse tempo preso e assim evitar que ele mate mais mulheres", desabafa. 

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Thomaz será levado novamente para Santa Catarina, onde cumpre pena de 11 anos de reclusão por um outro caso, naquele estado, de tentativa de feminicídio.

O assassinato de Maria Helena é um dos casos mais dramáticos ocorridos em Apucarana, em 2019.

O Juri estava marcado para acontecer em maio, mas foi adiado a pedido da defesa, que fez questão da presença do réu ao julgamento. Thomaz Oliveira de Mello, preso desde 2020. 

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O caso ganhou dramaticidade porque, durante meses, parentes e amigos não tinham certeza do que havia ocorrido com a manicure, vista pela última vez em 11 de setembro de 2019.

Ela havia desaparecido e o marido, principal suspeito, fugiu poucos dias depois. O corpo da manicure só foi encontrado oito meses depois, dentro de um poço. O local só foi revelado dois meses depois que o marido foi localizado e preso, em Santa Catarina, já morando com outra mulher.

Thomaz matou Maria Helena no dia 11 de setembro de 2019 e jogou o corpo dela em um poço, numa chácara localizada no Recanto Belvedere. Mas o crime só foi elucidado seis meses depois, quando ele foi preso, em Santa Catarina, em março de 2020. O corpo de Maria Helena só foi encontrado em maio de 2020.

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Foram meses de drama familiar, enquanto os fatos não eram esclarecidos. Até então, Maria Helena era dada como desaparecida e o marido, suspeito, havia fugido. O casal morava num apartamento na região do Lago Jaboti, com duas crianças.

Thomaz foi encontrado em São Francisco do Sul, Santa Catarina. Ela já estava morando com outra mulher, que passou a suspeitar dele. Uma pesquisa pela internet teria revelado a condição dele, de foragido e suspeito de homicídio, quando a mulher decidiu chamar a polícia.

Segundo as investigações do caso Maria Helena, na noite de 11 de setembro de 2019, o casal teve uma discussão e desde então, ela não mais foi vista. Imagens de segurança do prédio onde o casal vivia revelaram que, no dia 12, durante a madrugada, Thomaz saiu com seu veículo e retornou a pé. Ele teria deixado o carro na rua lateral do prédio. Ao amanhecer, o suspeito saiu com a filha de três anos e com o filho de Maria Helena, um menino de oito anos.

As gravações também revelaram que ele volta para o prédio sozinho. O que chama atenção é que, entre os dias 13 e 14, ele vende alguns móveis do apartamento. No dia 15 ele sai com duas malas e desaparece.

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