Apucarana

Apucaranense que perdeu filha e marido espera por justiça

'Só espero que o responsável pague pelo que fez", diz Tayane dos Santos, que sobreviveu ao acidente de trânsito envolvendo uma BMW, em 2020

Da Redação ·

"São quase dois anos esperando por essa resposta. Só espero que a justiça seja feita e que o responsável pague pelo que fez". Este é o desabafo da apucaranense Tayane Pereira dos Santos, de 30 anos, que perdeu a filha Alice Vitória dos Santos, e o marido  Luiz Paulo dos Santos Araújo, de 32 anos, em um acidente de trânsito envolvendo uma BMW, na Avenida Brasil, em abril de 2020. 

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A família, incluindo a caçula Aylla Valentina, que na época tinha apenas 20 dias e sobreviveu à colisão, estava em um VW Gol, quando foi atingida pelo motorista de uma BMW, um homem, de 27 anos. Pai e filha morreram. O responsável negou que estava conduzindo o carro que atingiu o veículo em que estava Tayane e sua família.

No entanto, após ouvir o depoimento da testemunha, a passageira que estava com o motorista no momento do acidente, a Polícia Civil deu a voz de prisão ao responsável, que será julgado na primeira quinzena de março deste ano em Apucarana. 

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"São quase dois anos à base de remédios para conseguir dormir e continuar a minha vida. Tenho a minha outra filha, a Aylla Valentina, que sobreviveu comigo durante este trágico acidente e se não fosse por ela, não sei o que seria de mim. Deus me dá muita força para continuar, pois é nada fácil", lamenta Tayane. 

Atualmente, a apucaranense está desempregada e vive com a caçula em São Paulo junto de familiares. Sem condições financeiras para pagar um advogado, Tayane soube sobre o julgamento através de vizinhos que vivem no bairro onde morava na Cidade Alta antes da tragédia ocorrer. 

"Perdi minha vida toda e precisei mudar de Apucarana. Aqui em São Paulo recebo ajuda da minha família. Tudo que espero é que este homem pague pelo que fez, pois meu coração só vai acalmar quando a justiça for feita", complementa.

Após receber a notícia do júri, a apucaranense precisou voltar a tomar remédio para ansiedade. "Não consigo comer e fazer mais nada. Estou à base de remédios. Agora só Deus para me dar força, mas creio que a justiça seja feita", ressalta.