Apucarana

Apucaranense denuncia porteiro por importunação sexual

Homem, segundo a vítima, enviou fotos de cunho sexual através de mensagens pelo WhatsApp

Da Redação ·

Uma apucaranense, que vive atualmente na Itália, procurou a Delegacia da Mulher e denunciou o porteiro do condomínio em que tem um apartamento em Apucarana por importunação sexual. 

continua após publicidade

O homem, segundo a vítima, enviou fotos de cunho sexual através de mensagens pelo WhatsApp. Por conta de obras realizadas no imóvel que acabou ficando desalugado, a apucaranense precisou compartilhar o número de telefone com o funcionário do local. 

No começo, quando ela ainda estava no país europeu, as conversas eram apenas sobre assuntos necessários relacionados ao condomínio. Ela voltou para o Brasil, entre fevereiro e agosto, e ficou em Apucarana.

continua após publicidade

Em outubro, quando a apucaranense já tinha voltado para a Itália, o homem começou a mandar fotos de cunho sexual pelo aplicativo de mensagens instantâneas.

Segundo a vítima, ele mandava fotos de todas as correspondências e objetos que chegavam para ela na portaria ao lado de sua parte íntima. "Me senti invadida. Nunca dei liberdade para que ele fizesse isso. Pelo contrário, quando estava no Brasil, tentava ignorá-lo", contou a vítima em entrevista ao TNOnline. 

De acordo com a mulher, assim que recebeu as imagens, entrou em contato com os síndicos do local. "Como eu bloqueei ele, os síndicos me mandaram áudios do porteiro pedindo desculpas. Ele fala nas gravações que errou e que não devia ter feito aquilo. O conselho do prédio chegou a fazer uma reunião e decidiu dar outra chance ao funcionário por conta de seu 'bom comportamento'", explica. 

continua após publicidade

A vítima procurou a Delegacia da Mulher e informou a importunação sexual que sofreu. A Polícia Civil vai investigar o caso. Já a síndica do condomínio, após ser procurada pela reportagem, disse que prefere não comentar o caso. O porteiro continua trabalhando.

Investigação

De acordo com a delegada Luana Lopes, titular da Delegacia da Mulher de Apucarana, a vítima já foi ouvida por telefone por morar fora do Brasil, porém, é necessário que ela compareça pessoalmente na delegacia.

"Esse é um caso que estávamos investigando, a vítima não mora no Brasil, então eu conversei com ela por telefone e solicitei que ela contratasse um advogado para que ele viesse fazer o boletim de ocorrência no nome dela, e posteriormente quando ela vier ao Brasil, que segundo ela vai ser em fevereiro, ela também venha até a delegacia para que a gente possa tomar a declaração dela. Por enquanto é isso o que a gente consegue fazer por ela, tendo em vista que a gente precisa ouvi-la, mesmo diante das imagens e dos áudios, é importante ouvir a vítima. A gente vai fazendo as diligências, juntando as provas que a gente tiver, enquanto aguardamos", explicou a delegada.