Apucarana

Apucarana registra onda de furtos em cemitérios

Seis boletins de ocorrência foram registrados junto à 17ª Subdivisão da Polícia Civil, somente neste ano

Da Redação ·

A Autarquia dos Serviços Funerários de Apucarana (Aserfa) confirmou nesta quarta-feira (02/03) a ocorrência de uma série de furtos de esculturas em bronze nos dois principais cemitérios municipais da cidade: da Saudade e Cristo Rei. Seis boletins de ocorrência foram registrados junto à 17ª Subdivisão da Polícia Civil do Paraná, somente neste ano. O assunto foi tratado em reunião com o prefeito Júnior da Femac pelo diretor-presidente da autarquia, José Airton “Deco” de Araújo, e pelo superintendente Marcos Bueno.

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Segundo o prefeito, trata-se de crime desprezível que terá resposta à altura por parte das autoridades do município. “Uma pessoa que realiza este tipo de ato, desprezível, que viola um túmulo, não tem respeito pela cidade”, indignou-se Júnior da Femac.

Ele afirma que diante na onda de furtos já determinou a ampliação da segurança nos cemitérios. “A vigilância será intensificada, principalmente à noite e madrugada, que são os períodos onde os furtos acontecem. A Guarda Civil Municipal também vai promover rondas com maior constância nestes horários para inibir novas ações”, disse o prefeito Júnior da Femac, salientando que o furto em cemitérios é um problema enfrentado por todos os municípios do Brasil. “Infelizmente, é um crime que ainda ocorre pois há receptadores. Todas as ocorrências de Apucarana estão sendo investigadas pela Polícia Civil que, na madrugada desta quarta-feira, já recuperou algumas esculturas. A Polícia Militar também está atuando nestes casos e logo teremos conhecimento da face destes bandidos”, pontuou o prefeito de Apucarana.

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A audácia dos furtos registrados neste início de ano surpreendeu até mesmo o diretor-presidente da Aserfa. “Ao contrário do que acontece comumente, com o furto de pequenas peças em bronze, eles estão levando estátuas com 100, 150 quilos. Não são criminosos comuns, isso é coisa de quadrilha”, acredita Deco.

Ele frisa que trata-se de um crime contra o patrimônio público e particular. “Além do trabalho das polícias Civil e Militar, o Município conta com o apoio da população para chegarmos aos autores”, fala Deco, diretor-presidente da Aserfa. De acordo com ele, câmeras de vigilância instaladas nas residências das imediações devem ajudar na identificação dos criminosos. “Mais do que o prejuízo financeiro, estamos falando de um crime que mexe com o sentimento das famílias. Sem dúvidas é revoltante ver o túmulo de um ente querido violado”, conclui Deco.

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