Apucarana

Apucarana fecha 2021 em 12º no ranking de emprego do PR

O segundo maior saldo da região foi o de Arapongas, com 1.066 postos de trabalho com carteira assinada

Da Redação ·
Imagem ilustrativa da notícia Apucarana fecha 2021 em 12º no ranking de emprego do PR
fonte: Arquivo Pessoal

Apucarana encerrou 2021 com saldo positivo de 2.406 postos de trabalho gerados no acumulado do ano. Dados do Cadastro Geral de Empregados e Empregados (Caged) divulgados nesta segunda-feira (31), mostram que o município foi responsável por mais da metade (56%) das vagas criadas em cinco cidades da região que fecharam o período com saldo de 4.302 empregos. A nível estadual, Apucarana ocupa a 12ª posição no ranking entre os municípios que mais criaram postos de trabalhos formais. 

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O balanço do Caged trouxe que entre janeiro a dezembro do ano passado foram 18.052 admissões e 15.646 desligamentos, com saldo de 2.406 postos de trabalho, a maior parte criados pela indústria (1.175), comércio (649) e setor de serviços (427). O saldo é quase vinte vezes maior do que o resultado obtido em 2020, quando o município fechou o ano com apenas 125 vagas criadas. 

O secretário municipal de Industria e Comércio, Edison Estrope, comemorou mais esse resultado positivo alcançado pelo município e destaca que isso é fruto de uma gestão voltada à capacitação. “A atividade econômica do município está em uma ascendente. Esse é um impacto positivo dos cursos profissionalizantes que a gente tem contratado. Além disso houve uma grande retomada do setor de confecções que está contratando. O comércio também expandiu para outras regiões da cidade. Tivemos mais de 400 novas lojas só na região do Bairro da Igrejinha. Isso dá um impacto positivo na geração de empregos”, analisa. Economista, Rogério Ribeiro, professor da Universidade Estadual do Paraná (Unespar), campus Apucarana, destaca que o município ocupa uma posição muito boa no ranking estadual, considerando ainda que o Paraná foi o maior gerador de empregos formais do sul do país em 2021 e o obteve o melhor resultado em 18 anos. “A expectativa é que a recuperação dos empregos se mantenha, porém, num ritmo menor considerando a previsão de crescimento da economia para 2022”, aponta. 

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ARAPONGAS

O segundo maior saldo da região foi o de Arapongas, com 1.066 postos de trabalho com carteira assinada a maior parte no setor de serviços (541), comércio (467) e agropecuária (61).  O secretário Municipal de Desenvolvimento, Inovação, Trabalho e Renda de Arapongas, Nilson Violato, destaca que o município trabalha no sentido de oferecer pessoas mais qualificadas e capacitadas ao mercado de trabalho. Ele considera que 2021 foi um ano atípico que revelou a possibilidade do emprego com vendas online, atividade mais conhecida como marketplace. “Isso fez com que esse tipo de serviço viesse a ter maior demanda de empregos. Enquanto a indústria por se reavaliar e se reinventar em fazer mais com menos, teve um saldo negativo de -60. Agora temos mão de obra mais especializada entrando no mercado da indústria e serviços”, aponta. 

Região criou mais de 4,3 mil postos de trabalho no ano passado

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Na região, os cinco maiores municípios criaram juntos 4.302 vagas de empregos puxadas sobretudo pelo comércio (1.471), setor de serviços (1.347) e indústria (1.179). Em 2020, a região teve um saldo quatro vezes menor: 1.001 postos. 

Ivaiporã está entre os cinco municípios da região com maiores índices de geração de emprego. A cidade fechou o período com 436 postos de trabalho com carteira assinada a maior parte no setor de serviços (231), comércio (170) e construção (32). Jandaia do Sul teve saldo de 281 vagas puxadas pelo comércio (126), serviços (95) e indústria (69). E Faxinal terminou o ano com acumulado de 113 postos formais, com destaque para o comércio (59) e serviços (53).

“No ano de 2020 toda a atividade econômica mundial foi afetada pela pandemia, reduzindo o nível de atividade e, consequentemente, gerando desemprego. Em nossa região não foi diferente. Em 2021 já começamos com a retomada da atividade econômica e os empregos estão voltando”, analisa o economista, Rogério Ribeiro.

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Ribeiro aponta que os setores do comércio e serviços são os grandes geradores de empregos formais nestes municípios, fato que deve se manter em 2022, e ainda destaca que o grande desafio para o mercado de trabalho regional é melhorar o nível de escolaridade e qualificação da mão de obra. “Muitas vagas de emprego demoram para serem preenchidas por conta desta exigência. No resumo de tudo os números são bons, mas não são suficientes para compensar a redução de emprego que tivemos nos últimos 10 anos”, aponta.

Embora o acumulado do ano passado tenha fechado com números positivos, o balanço do Caged aponta que dezembro encerrou com saldo negativo para a geração de empregos na região com a perda de 1.148 postos de trabalhos formais. O ramo de atividade que mais extinguiu postos foi a indústria (-785), seguido pelo setor de serviços (-204) e comércio (-116). 

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Paraná tem o 4º melhor resultado do País e primeiro da Região Sul

O Paraná encerrou 2021 com 172.636 novos empregos formais, quarto melhor resultado do País e primeiro da Região Sul no ano da retomada da economia. Os dados são do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) e foram divulgados nesta segunda-feira (31). Esse número representa 6,3% do total de vagas criadas no País, em torno de 2,7 milhões.

De acordo com o levantamento, o Paraná esteve à frente de Santa Catarina (167.854) e Rio Grande do Sul (140.281) e atrás apenas de São Paulo (814.035), Minas Gerais (305.182) e Rio de Janeiro (178.098). As 172 mil vagas geradas no Estado representam mais do que a soma dos sete estados do Norte (154 mil).“Apesar do combate duro com a pandemia, nunca deixamos o Paraná estagnado. Com a confiança da iniciativa privada, investimentos públicos, programas sociais e de desburocratização, além da oferta de crédito, a economia respondeu no momento em que mais precisava. Essa retomada nos empregos ajuda a impulsionar todos os setores (comércio, serviços e indústria). Agora, com esse novo cenário, queremos crescer ainda mais em 2022”, disse o governador Carlos Massa Ratinho Junior.

Por Cindy Santos

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