Apucarana

Apelo: Hemonúcleo de Apucarana precisa de doadores

Os estoques estão baixos e a demanda é grande; assista a entrevista

Da Redação ·

Mais uma vez o Hemocúcleo de Apucarana faz um apelo para mobilizar doadores de sangue.  Os estoques estão baixos e a demanda é grande. Todos os tipos sanguíneos estão em falta, principalmente O negativo. 

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"A doação está muito em falta, nossos estoques na pandemia diminuíram bastante. A nossa unidade está preparada, equipada para receber os doadores nessa fase crítica que estamos vivendo. Todos os tipos são bem-vindos, mas o famoso O negativo é um dos que mais está em falta", detalha a diretorado Hemocúcleo Juliana Petchak.

Ainda de acordo com Juliana, com a volta das cirurgias, a demanda de sangue aumentou ainda mais. "Não existe um substituto para o sangue, sangue é vida. Agora com a volta das cirurgias, principalmente as cardíacas, existe uma demanda maior do uso de sangue, um paciente de cirurgia cardíaca chega a gastar de 6 a 10 bolsas de sangue, tem os acidentes de trânsito a UTI, UTI pediátrica, pequenos que acabaram de nascer e precisam de plasma, sangue, por isso fazemos esse apelo, venha doar sangue", enfatiza.

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Quem pegou Covid-19 pode doar sangue após 45 dias de cura da doença. "O plasma do doador que teve covid ajuda a pessoa que está internada. Quem tomou a vacina também pode doar, quem tomou a CoronaVac precisa esperar dois dias. Agora quem tomou AstraZeneca e Pfizer tem que esperar sete dias", explica. 

O Hemocúcleo além de Apucarana também atende hospitais da região e disponibiliza transporte para buscar os doadores nos municípios. Na tarde desta quarta-feira (13), 12 pessoas que vivem em Marumbi doaram sangue. Para agendar o serviço ou doações basta ligar no (43)3420-42 00 ou WhatsApp (43) 34204213. 

Podem doar pessoas que têm entre 16 e 59 anos. Os menores de idade devem estar acompanhados de um responsável e levar documento com foto.  

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Mais de 10 anos doando sangue

O auxiliar administrativo de Apucarana Ivens Luiz Vidor de Oliveira, de 29 anos, doa sangue há mais de 10 anos. "Comecei a doar sangue assim que fiz 18 anos, tinha mais vontade de fazer isso do que tirar carteira de motorista quando atingi a maioridade, fiz umas seis doações e tive uma alteração no índice de hemoglobina, que é um critério para que o sangue seja viável. Fiquei cinco anos sem doar e voltei a doar regularmente este ano. Me tornei doador por influência de meu pai que enquanto podia fez doações, sempre acompanhava ele no hemonúcleo e reuniões que eram feitas para campanhas de doação", conta.

Ives ainda disse que se sente muito feliz por poder ajudar pessoas que lutam pela vida. "Todas as pessoas aptas para esse ato deveriam o fazer, isso é essencial para que a saúde consiga atender a todas as pessoas que precisam de transfusão. Aliás um dia pode ser eu. É muito gratificante a sensação de doar e saber que com esse simples gesto que não toma mais de uma hora do seu dia pode ajudar no tratamento de até quatro pessoas que precisam dele. Eu sempre me senti bem enquanto estou doando, nunca tive fraqueza ou qualquer mal-estar. Um detalhe importante: estou guardando minha última doação do ano, das quatro que homens podem fazer no período de 12 meses, para a semana entre natal e ano novo, pois é o período que os estoques ficam mais baixos devido aos acidentes nas estradas", finaliza. 

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Assista a entrevista com Juliana Petchak:

 Apelo: Hemonúcleo de Apucarana precisa de doadores - Vídeo por: Reprodução