Apucarana

Acusados de homicídio são julgados em Apucarana

Segundo o MP de Apucarana, os acusados cometeram homicídio triplamente qualificado por meio cruel

Da Redação ·
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fonte: TNOnline
Acusados de homicídio são julgados em Apucarana

Nesta quinta-feira (25), três homens são julgados no Fórum de Apucarana por um assassinato que aconteceu em abril de 2017. O Júri começou nesta manhã e segue durante a tarde. 

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De acordo com a denúncia do Ministério Público, Wilson Thiago Ferreira Gomes (vulgo Dexter), André Gonçalves de Souza e Gilvan Rodrigues da Silva Júnior  participaram da decapitação de Luciano Aparecido de Pontes, 29 anos. Na época, a vítima foi acusada de violentar uma criança, e o trio, teria praticado o crime por vingança. 

Segundo o MP de Apucarana,  os acusados cometeram homicídio triplamente qualificado por meio cruel, sem opção e defesa da vítima e por motivo torpe. O MP ainda repassou que além dos suspeitos que são julgados nesta quinta, outras três pessoas, incluindo uma mulher, também teria participado do assassinato, mas não participam do Jurí.

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Os réus estão presos em Apucarana, Londrina e Curitiba. 

O caso: 

A Polícia Civil apresentou os três suspeitos de envolvimento na decapitação de Luciano Aparecido de Pontes, 29 anos, no dia 20 de abril. O crime aconteceu no dia 12 do mesmo mês, e um vídeo gravado no dia do assassinato, compartilhado em um aplicativo de celular, ajudou a polícia a chegar até os suspeitos.

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No dia (19), André Gonçalves de Souza, Elza da Silva Nunes e Hercules de Jesus Silva. No mesmo dia, a polícia cumpriu mandado de busca e apreensão na casa da mulher que está entre os detidos. A motivação do crime seria o suposto estupro de uma criança de 7 anos, filha da suspeita. Um inquérito foi instaurado na Delegacia da Mulher para investigar o caso, no entanto, ainda não há laudo de comprovação do ato libidinoso. 

"Motivação em tese não teria, porque, se a vítima estava sendo acusada por estupro de vulnerável, efetivamente o inquérito já estava correndo pela Delegacia da Mulher. Não tinha laudo provando e obviamente esse que rapaz era inimputável, era ex-aluno da Apae, com deficiência visível. Necessitava de alguns requisitos para pedir a prisão dele. Não havia um clamor público para pegarem esse rapaz, executarem ele e depois cortarem a cabeça. A Justiça tem o momento certo para que seja feita, e como disse, havia um inquérito em andamento", disse o delegado José Aparecido Jacovós, chefe da 17ª Subdivisão Policial (SDP), em coletiva de imprensa.

Jacovós informa que os três foram presos com base em fortes indícios de autoria. Elza é mãe da menina de 7 anos e seria a mentora intelectual do assassinato. De acordo com o delegado, ela teria afirmado que cortaria a cabeça do rapaz, após descobrir o suposto abuso. Segundo ele, Hercules - companheiro de Elza e padrasto da criança - teria flagrado o suposto abuso. Ele foi o responsável por buscar Luciano em casa e a levá-lo até a Estrada do Xaxim. André foi identificado com base nas imagens do vídeo gravado no dia do crime. A polícia percebeu que um dos envolvidos usava tornozeleira eletrônica e chegou até o rapaz. Ele teria confessado que passou pelo local no dia do crime, mas que não tem envolvimento. A polícia ainda encontrou mensagens no celular dele com informações sobre o assassinato. 


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