Apucarana

10º Batalhão de Polícia Militar homenageia policiais mortos em serviço

Da Redação ·
Foto: Sérgio Rodrigo/Tribuna do Norte
Foto: Sérgio Rodrigo/Tribuna do Norte

Às vésperas do Dia de Finados, o 10º Batalhão de Polícia Militar (BPM) de Apucarana decidiu homenagear todos os policiais militares mortos em serviço. No total são 12 profissionais que estampam a 'Galeria de Heróis' exposta logo na entrada do batalhão, como maneira de lembrar a corporação diariamente daqueles que literalmente deram a própria vida pela segurança da população. 

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A perda mais recente foi a do sargento Anderson Joani, em julho de 2013. Ele morreu após ser baleado durante confronto com assaltantes de banco, em Mauá da Serra. O sargento Douglas da Fraga, foi ferido na mesma ocorrência e lembrou bastante emocionado sobre o colega de profissão.

“Eu também fui baleado na perna na mesma ocorrência e quando ouvi um policial pedindo apoio, pensei que era por minha causa. Mas depois vi que o sargento Joani havia sido gravemente ferido. É muito triste ver um irmão de farda morrer, deixar a família e um filho”, lembra emocionado.

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Fraga recorda que Joani era um policial muito dedicado e estudioso. “Só tenho coisas boas para falar sobre ele. Todas as pessoas que o conheciam falavam muito bem dele que era uma referência, pois era muito estudioso”, recorda. 

Sargento Fábio Nantes também trabalhou muito tempo com Joani. “Ele foi um companheiro de muito tempo de trabalho e estávamos juntos quando ele morreu. Fica a marca de um companheiro exemplar, tanto na vida pessoal quanto na profissional. Um grande profissional, amigo, pai e marido”, ressalta. 

Outro policial exemplar que deixou saudades é o soldado Antônio Carlos de Lima, que morreu aos 43 anos durante um acidente de trânsito em abril de 2011, durante atendimento de uma ocorrência de tráfico de drogas.
“Era um policial muito alegre, parceiro. Tinha um círculo de amizades muito grandes, tanto no meio policial quanto fora”, afirma o capitão Vilson Laurentino da Silva que era companheiro e amigo de Lima. 

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Silva lembra que o amigo, apelidado carinhosamente de ‘Chico Bento’, era muito honesto e comprometido com o trabalho. “Trabalhei com o Lima durante muitos anos e tivemos algumas broncas bem pesadas. Nunca se atrasou para o trabalho e sempre gostou muito do que fazia", afirma.

Lima deixou esposa e dois filhos pequenos na época. “Até hoje fico com coração partido por ter perdido esse companheiro de Farda”, conclui o capitão. 

Na galeria também está o soldado Valdemir Mathias, que morreu após ser esfaqueado por um bandido, há 25 anos. “Ele estava em período de férias, porém como um policial dedicado ele não mediu esforços e foi atrás de um marginal, para efetuar o trabalho. Morreu trabalhando em prol da comunidade”, conta o subtenente aposentado Juarez Teodoro de Souza, que trabalhou com Mathias.

Souza conclui que, embora seja uma profissão de risco, ser policial é um trabalho muito nobre. “Quando abraçamos a farda somos policiais 24 horas. Existem riscos a cada metro e a cada segundo que faz parte da vida do policial. É uma profissão de bastante estresse por este motivo, mas que tem uma missão nobre que é proteger a comunidade”, pontua. 
 
Na galeria do 10ºBPM ainda estão os nomes do soldado João Barnabé Soler, soldado Joselito Ridão Claro, soldado Luiz Carlos Paes, soldado Claudinei Paes, soldado Claudiomar Gonçalves, soldado Mauro Dos Santos, cabo Adair Martins, soldado Roberto Carlos Dos Santos e do sargento Cirineu Zeferino.