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Apucarana

Atendimento a alunos especiais cresce 70%

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O número de alunos com necessidades especiais aumentou 70% na rede municipal de Apucarana. Dados da educação especial do Centro de Apoio Multiprofissional Escolar (Came) revelam que em 2018, o município prestou atendimento a 453 alunos, número que saltou para 767 este ano. A maior parte dos casos diz respeito a deficiência intelectual, distúrbio de aprendizagem, Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH), transtorno de comportamento e Transtorno do Espectro Autista (TEA). Há também atendimento de alunos com deficiência física, Síndrome de Down e Síndrome de Dandy-Walker. 

A psicóloga da rede municipal, Renata Andrade Bueno, acredita que houve aumento no número de diagnósticos por conta da maior interação entre profissionais da educação e da saúde, que estão atentos ao comportamento dos alunos. “A educação faz um trabalho intensivo no sentido de acompanhar os alunos. Existe uma equipe pedagógica e outra equipe da educação especial que trabalham em conjunto, diagnosticando e intervindo dentro das dificuldades de aprendizagem, tentando fazer um diagnóstico e intervenção precoces, no sentido de auxiliar essas crianças nas suas dificuldades, não somente do campo pedagógico”, detalha. 

A psicóloga ressalta ainda a parceria entre município e a Associação de Pais e Amigos da Excepcionais (Apae) que também avalia os alunos. “Alunos deficiência intelectual grave são encaminhados para Apae. Porém, nem todos os alunos são casos de Apae e a gente tem intenção de realmente acolher os alunos especiais, porque somos bem capacitados para isso”, afirma.  No total, a rede municipal conta com acompanhamento de 85 professores e profissionais de apoio. Além disso, possui um total de 26 salas de recursos sendo 22 para anos iniciais, 2 para deficiência visual, 1 para surdez e 1 para altas habilidades. “O município investe em profissionais que atuam não só com o conhecimento, mas com o coração, porque educação especial precisa disso. E a gente tem com frequência capacitação, auxílio, ajuda, liberação para cursos”, afirma. 

AVALIAÇÃO
A coordenadora do Came, Léia Sofia Viale explica que o diagnóstico é obtido por meio de avaliação médica e psicoeducacional, para que o laudo aponte o problema. “Cada caso é único e deve ser analisado como único. Nem todos os alunos com transtorno de comportamento são deficientes, por exemplo. Alguns são muito inteligentes. Os autistas não são todos iguais, cada um tem suas especificidades e são atendidos de forma diferenciadas”, explica. Léia ressalta que o Came atua em prol do pleno desenvolvimento humano da criança no âmbito escolar, desde seu ingresso no Centro Municipal de Educação Infantil (CMEI) até seu percurso na segunda etapa do ensino fundamental.  “A professora da sala de recurso multifuncional realiza periodicamente o trabalho colaborativo com a professora do ensino comum, onde juntas, trocam informações e orientações sobre a melhor forma de atender aquele aluno, elaboram as adaptações curriculares necessárias em atividades e avaliações”, explana.  

Famílias recebem orientação e elogiam programa

Guilherme, 11 anos, filho da professora Geizebel Viana Ribeiro Rodrigues, 29 anos, estuda na rede municipal e foi diagnosticado com Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH) e discalculia. Ela conta que, no primeiro momento, entrou em desespero por não saber o que fazer, mas depois se tranquilizou diante do apoio da rede. “Tive todo um amparo por parte da psicóloga do Came e toda a equipe da escola que me ajudou naquele momento de angústia. A partir daí meu filho passou a frequentar a Sala de Recursos Multifuncional, com direito ao transporte por conta do município. A escola faz também as adaptações curriculares necessárias”, afirma. 

Geizebel afirma que o município possui uma ótima estrutura para alunos com necessidades especiais. “Antes de ser diagnosticado com discalculia, o Guilherme demonstrava uma autoestima muito baixa e uma desmotivação com relação a matemática. Ele chorava muito durante as atividades de casa dizendo não conseguir aprender. Após ir para sala de recursos isso melhorou em 90%. As maiores dificuldades que ele enfrenta são devido a incapacidade de concentração, isso faz com seja necessária a intervenção da professora, que tem nos ajudado muito”, conta.

O operador de máquinas, Marcio Moreira, 39 anos, é pai de Gabriel, 11 anos, diagnosticado com Transtorno do Espectro Autista (TEA), que também estuda na rede municipal. Moreira recorda que antes de ser diagnosticado, o filho brincava sozinho e tinha dificuldade em sair de casa. “O Gabriel faz fonoaudióloga no Centro infantil, participa todas as terças no grupo com as crianças autistas no Caps infantil, na escola tem professora de apoio e sala de recurso, participa da catequese com professora com atendimento em criança com autismo”, conta.Embora o município ofereça atendimento, Moreira acha necessário ampliar os canais de atendimento na cidade. Por isso ele tornou-se membro da Associação de Pais e Amigos dos Autistas Apucaranenses (AMAA).

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