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Redução de juros aumenta procura por financiamento imobiliário

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Foto: Sergio Rodrigo
Foto: Sergio Rodrigo

O anúncio de cortes de até um ponto percentual nas taxas de juros praticados pela Caixa Econômica Federal para financiamentos imobiliários, aumentou em até 20% a procura pela modalidade na última semana em Apucarana. As quedas das taxas da Caixa veem após o anúncio de ações semelhantes feitas por bancos concorrentes. As novas taxas passam a valer a partir de segunda-feira (14).


Anderson Parra Camacho, representante de uma financeira em Apucarana, conta que a procura por simulações de financiamento já aumentou cerca de 20% nas últimas semanas. De acordo com ele, as reduções das taxas no final do ano são favoráveis para os negócios, porque muitos trabalhadores utilizam o 13º salário para o pagamento das documentações de imóveis.

“A procura maior ainda é para imóveis da modalidade Minha Casa Minha Vida (MCMV), com teto máximo de 170 mil reais. Pudemos perceber um aumento de 20% desde a última semana na procura por imóveis financiados na cidade, inclusive já tenho alguns financiamentos aprovados”, afirma.

Camacho acredita que o mercado imobiliário, que esteve bastante estagnado ao longo deste ano, deve finalmente reagir positivamente. “Sofremos primeiro com a falta de recursos do programa MCMV, seguido pela retração da economia com a mudança do governo. Agora com as reduções de taxas, a segunda redução da Caixa neste ano, o mercado imobiliário será bastante favorecido, esta é a nossa expectativa”, disse.

O imobiliarista apucaranense João Ceriani também demonstra otimismo com as reduções de taxas. Para ele, o mercado imobiliário está em ritmo de retomada nos últimos 60 dias e a tendência é de que este mercado continue aquecido. “Os juros menores para adquirir imóveis veem complementar esse quadro de retomada da economia. É um ingresso na perspectiva de negócio muito importante, porque percebemos que há um caminho de continuação de queda da taxa Selic, então os bancos devem continuar nessa disputa por clientes com taxas atrativas, o que torna cada vez maior a possibilidade de mais pessoas adquirir um imóvel residencial”, observou.

Ceriani observa que, como o mercado de vendas ficou estagnado por muitos meses, o setor de locações ficou em alta, diminuindo oferta e consequentemente, aumentando os preços de aluguéis. Com a taxa de juros mais baixa para a compra, o valor da prestação já não se distancia tanto do valor do aluguel. “Dessa maneira, a possibilidade de compra do imóvel torna-se ainda mais atrativa, o que faz com que a possibilidade de negociação seja efetivamente levada em conta pelos futuros compradores”, afirma.

Quem decidiu aproveitar as taxas menores e embarcar na compra do primeiro imóvel é o professor apucaranense Augusto Montor de Freitas Luiz. Ele conta que está planejando a compra da casa deste janeiro deste ano, pesquisou diversos bancos na modalidade TR e com o novo modelo e as novas taxas da Caixa Econômica, ficou mais interessante para fazer negócio. “Este novo modelo é interessante pois pretendo quitar o valor emprestado em poucos anos. Apesar de contratar um financiamento em 360 meses, minha ideia é quita-lo em cerca de 120 meses. A expectativa é pagar menores prestações e este dinheiro eu posso juntar para amortizar a dívida em um tempo inferior ao contratado”, disse o professor, que já teve seu financiamento aprovado.

Para o economista Rogério Ribeiro, a expectativa de negociações é positiva, porém é preciso cautela. “Um ponto percentual é uma redução significativa para o sistema financeiro de habitação, entretanto o perfil da população andou piorando nos últimos anos pelas crises econômicas e a conjuntura atual não está muito favorável. Começando a vigorar estas taxas, vamos ter uma leitura mais realista do cenário, saber se mesmo com esta redução dos juros, as parcelas vão caber no orçamento das famílias, que estão com a capacidade de endividamento tomadas, algumas até em condição de inadimplência, o que dificulta muito estar apta a financiar. De qualquer forma, é uma notícia muito boa porque tem muita gente querendo financiar e muito imóvel para ser vendido. A expectativa dos agentes de financiamento, imobiliaristas e investidores é de retomada de negócios”, avalia.

A amortização nas taxas da Caixa é feita com recursos do Sistema Brasileiro de Popança e Empréstimo. A menor taxa de jutos cobrada passará de 8,50% mais a taxa referencial (TR) para 7,50% mais TR. A maior taxa cobrada pelo banco também vai cair de 9,75% mais TR para 9,50% mais TR. O corte das taxas para financiamento imobiliário segue as reduções mais recentes da Selic, a taxa básica de juros da economia que está atualmente no menor nível da história: 5,50% ao ano.

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