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    Apucarana

    Consumidor já paga mais caro na gasolina na região

    Foto: Sergio Rodrigo
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    Escrito por Aline Andrade
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    O anúncio de elevação nos preços da gasolina e do óleo diesel anunciados ontem pela Petrobras, já refletiram nas bombas de combustíveis de Apucarana. Os novos valores começaram a ser praticados hoje nas vendas de refinarias para distribuidoras, reajustando o litro da gasolina em 3,5% e o do diesel, em 4,2%. No município, gasolina e diesel que chegaram com novo preço para os postos, estão em média 10 centavos mais caros, por litro.

    Dono de um posto de combustíveis na cidade, Wellington Kreb diz que há tempos está trabalhando com uma margem minúscula, que não está cobrindo os custos operacionais, por isso, a partir de hoje, os preços na bomba já estão mais altos. “Estava vendendo a gasolina por 3,99 o litro. Hoje para fazer o pedido, o preço da distribuidora já está em 3,85 para gasolina comum. Não dá para segurar mais, tive que aumentar. A partir de agora vou vender a 4,09 o litro”, explica.

    Até quarta-feira, o preço da gasolina praticado em Apucarana variava em média de R$ 3,89 a R$ 4,29. O diesel era vendido de R$ 3,44 até R$ 3,78 por litro.

    Em Arapongas, a exemplo de Apucarana, os preços já estão mais caros para o consumidor. Segundo o gerente de um posto de combustíveis na cidade que preferiu não se identificar, muitos postos já estão aplicando o reajuste nas bombas hoje. “Os caminhões que chegaram com combustível hoje já estão com preço reajustado, por isso estamos repassando o aumento de 10 centavos por litro, tanto na gasolina quanto no diesel”, conta.

    Até quarta-feira, os preços da gasolina em Arapongas variavam em média de R$ 3,86 a R$ 4,49 por litro. Já o diesel era vendido de R$ 3,23 até R$ 3,66.

    Crise Internacional

    Na última segunda-feira (16), a Petrobras divulgou nota sobre o bombardeio de refinarias na Arábia Saudita, responsável pela produção de 5% do petróleo mundial, o que gerou uma imediata elevação dos preços dos combustíveis no mundo. A estatal informou, na ocasião, que continuaria monitorando os preços do petróleo e não faria um ajuste de forma imediata.

    O último reajuste da gasolina no Brasil havia sido em 5 de setembro e o do diesel, em 13 de setembro. Em sua página na internet, a Petrobras explica como funcionam o mecanismo e as decisões de formação de preços dos combustíveis por ela vendidos.

    “Nossa política de preços para a gasolina e o diesel vendidos às distribuidoras tem como base o preço de paridade de importação, formado pelas cotações internacionais destes produtos mais os custos que importadores teriam, como transporte e taxas portuárias, por exemplo. A paridade é necessária porque o mercado brasileiro de combustíveis é aberto à livre concorrência, dando às distribuidoras a alternativa de importar os produtos”, explica, em nota, a estatal.

    Segundo a companhia, a gasolina e o diesel vendidos às distribuidoras são diferentes dos produtos no posto de combustíveis. São os combustíveis tipo A: gasolina antes da sua combinação com o etanol e diesel sem adição de biodiesel. “Os produtos vendidos nas bombas ao consumidor final são formados a partir do tipo A misturados a biocombustíveis."






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