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Caminhoneiros fazem paralisação no Paraná; adesão de Apucarana ainda é incerta

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Caminhoneiros autônomos iniciaram nesta quarta-feira (4) uma manifestação às margens da BR-116 em Quatro Barras, na Região Metropolitana de Curitiba. Na região de Apucarana, a adesão à greve ainda é incerta, mas o movimento não deve ganhar força, segundo motoristas.

Os caminhoneiros fazem protesto em defesa da tabela do frete, e uma reunião que deve acontecer em Ponta Grossa pode definir se a manifestação atingirá outras cidades.

Segundo o caminhoneiro Carlos Roberto de Apucarana, os motoristas vão se reunir e decidir os próximos passos. "Estamos nos reunindo em postos da região, e vamos decidir se a partir da meia noite de sexta (6) realmente vai acontecer uma paralisação. Se realmente foi parar, será geral. Nós não temos condições de continuar rodando com o frente que é oferecido, isso é um fato. Mas ainda devemos decidir sobre a paralisação", explica. 

Já o caminhoneiro André Gustavo Pereira, também de Apucarana, que já foi líder de paralisações que aconteceram na cidade, disse que acha muito difícil acontecer uma greve.

"Na região de Apucarana, na de Londrina, as lideranças não querem parar. Não existe em nossa região nenhuma movimentação para greve ou paralisação. Os caminhoneiros brigam pelo frente, mas a lei já foi aprovada, só não é cumprida, e para cumprir, não depende só do governo, mas também de cada motorista. E como podemos fazer isso? É cada um fazer a sua parte, cobrar da transportadora e não aceitar carregar o frente abaixo do piso mínimo. Se o caminhoneiro não aceita, a empresa vai ter que se ajustar. Uma viagem por exemplo para Paranaguá um caminhoneiro iria receber em média R$ 96 por tonelada, mais pedágio. Mas tem empresa pagando R$ 62, mais pedágio e o caminhoneiro aceita. Isso não pode acontecer", detalha André. 

Segundo o Sindicato dos Transportadores Autônomos de Cargas de São José Dos Pinhais (Sinditac SJP), a manifestação já estava marcada há tempos por conta do julgamento da constitucionalidade dos pisos mínimos para a categoria. A pedido do governo federal, que apelou ao ministro Luiz Fux por meio da Advocacia Geral da União (AGU), o julgamento acabou sendo adiado e não há previsão para que uma nova data seja marcada. O governo alega estar buscando uma alternativa ao tabelamento junto aos caminhoneiros.

A principal reclamação dos caminhoneiros é com relação à última tabela de fretamento, divulgada em junho que, segundo a categoria, trazia valores muito baixos. Ainda de acordo com o Sinditac, o governo federal tem se mostrado muito aberto até aqui nas tratativas e está atendendo a categoria, dialogando. Mas a solução para o problema ainda não foi encontrada.


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Edhucca

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