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Especialistas discutem o uso de dispositivos eletrônicos na infância

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O contato infantil com as novas tecnologias está começando cada vez mais cedo. No Dia Nacional da Infância celebrado neste sábado (24/08), especialistas alertam sobre as vantagens e riscos do uso de dispositivos pelos pequenos e também sobre a importância de haver monitoramento e limite de acesso por parte dos pais. 

De acordo com a psicóloga Gabriela Rios, os estudos sobre esse tema ainda são muito controversos e é preciso levar em conta que as crianças de hoje em dia já nasceram em uma sociedade tecnologicamente dependente. “Os tempos mudaram, bem como a interação humana, e a geração atual não funciona bem nas relações verticais e autoritárias, por isso é preciso trabalhar a horizontalidade no contexto familiar, para que haja mais diálogo, interação, confiança e vínculo entre os membros”, analisa. 

A psicóloga defende que, diferentemente de controlar, é muito importante que os pais monitorem as atividades online de seus filhos, que demonstrem interesse pelo conteúdo que eles acessam, conheçam com quem mantém contato, estipulem horários e regras, e os questionem sobre o quão relevante é esse conteúdo.

“Esse contato colabora para que as crianças entendam o que é bom ou ruim nas redes, e os pais a saberem se é adequado ou não. Em uma era onde muitos terceirizam a atenção e a educação, é fundamental que os pais sejam exemplos positivos a serem seguidos e propiciem momentos tão bons ou atrativos quanto a tela do celular”, enfatiza. 

SEGURANÇA
Monitorar o que as crianças fazem com os aparelhos digitais também é fundamental para evitar que elas tornem-se alvo de pessoas mal intencionadas. O tema é relevante para pais, educadores e autoridades em geral. É importante ensinar desde cedo que a internet não é terra sem lei. Embora seja um espaço virtual, é uma extensão da vida real com pessoas boas, informações educativas e também criminosos, haters, traficantes, sequestradores, estelionatários e pedófilos.

O delegado da 17ª Subdivisão Policial (SDP) de Apucarana, Marcos Felipe da Rocha Rodrigues, orienta que os pais fiscalizem todos os aparelhos eletrônicos usados pelos filhos, além de limitar o tipo de conteúdo acessado por eles. 

"Em relação a redes sociais, é importante que os pais saibam com quem a criança está falando. além disso, é importante sempre conversar com os filhos, explicar para que eles falem se algum tipo de situação esteja acontecendo, seja na internet ou fora dela", orienta Rodrigues.

Há pouco mais de uma semana, um homem de 42 anos foi preso em Apucarana, suspeito de aliciar uma menina de 8 anos. Segundo a polícia, ele estava mantendo conversas de cunho sexual com a criança por meio de aplicativos de mensagens e planejava se encontrar ela. "Os pais dão os equipamentos aos filhos e não exercem uma fiscalização sobre o conteúdo acessado pelas crianças. É preciso ter um monitoramento constante", reitera o delegado.

RECOMENDAÇÕES PARA TEMPO DE EXPOSIÇÃO
É fato que os dispositivos móveis, como os smartphones e os tablets, contribuem para o dia a dia das pessoas de diversas formas, com comunicadores em tempo real e como facilitadores do acesso a informações úteis. Com as crianças, esse cenário não é diferente. Por isso, é importante as recomendações, particularmente, nas fases da infância que têm limitações relacionadas ao desenvolvimento. 

Pensando nisso, a Sociedade Brasileira de Pediatria e a Academia Americana de Pediatria adotaram novas recomendações para o tempo de exposição das crianças a eletrônicos – o chamado screen time.  Pais de menores de 24 meses devem evitar o uso de equipamentos eletrônicos a qualquer momento. Já de 2 a 5 anos, limitar a exposição em uma hora por dia a programas que envolvam educação, aprendizado e ensino de idiomas. Os pais ou cuidadores devem vê-los juntamente com as crianças, para auxiliar na compreensão do que está sendo assistindo e, dessa forma, aplicar o conteúdo no dia a dia. Após os 6 anos é recomendado que os limites de tempo sejam consistentes e que ocorra a observação do tipo de tecnologia usada. O uso não deve competir com o período de sono recomendado (de 9 a 12 horas) nem com as atividades físicas e educacionais da criança. Para todas as idades a especialista finaliza com a recomendação sobre a importância do ato de brincar e de como é fundamental que as crianças passem mais tempo envolvidas em brincadeiras ativas do que sentadas na frente de telas. As diferentes fases da primeira infância representam um período de desenvolvimento rápido e se torna fundamental lançar um olhar de maior cuidado com o impacto do uso em demasia dessas tecnologias. 

(Com Agência)

 

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