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Estudantes do curso de formação de docentes realizam ato no centro de Apucarana 

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Estudantes do curso de formação de docentes do Colégio Nilo Cairo de Apucarana, realizaram um ato em prol da greve dos professores. A manifestação aconteceu no platô da Praça Rui Barbosa na manhã de hoje (27).  

Segundo uma das alunas Ana Carolina de 17 anos, a inciativa de ir até o centro da cidade, foram das estudantes do primeiro, segundo e terceiro período do curso e aderiram ao movimento para apoiar os professores e também pensando no futuro. “Nós estamos nos preparando para entrar no mundo pedagógico, num ramo de lutas. O que vamos encontrar quanto entrarmos? Estamos com medo. Eu tenho o sonho de ser professora de passar em um concurso, mas como será o meu futuro. O Governo quer congelar os salários em 20 anos, hoje eu tenho 17 anos, vou entrar nessa profissão, vou estar com 37 anos e ainda com salário congelado? O que será do nosso futuro? ”, detalha a estudante.  

Outra aluna, Julia Marieli de 15 anos, está no primeiro ano do curso e também participou do movimento com a intenção de mostrar a realidade da profissão à comunidade. “As pessoas precisam ter noção do que está acontecendo, só a gente que está se preparando, sabe o quanto é sofrido, nós, os professores não estamos pedindo aumento, só estamos pedindo nossos direitos. Estamos nos preparando por amor a profissão. Nossos professores trabalham sem nenhum aumento há anos, somente por amar o que fazem”, ressalta a jovem. 

Aos 34 anos Ana Claudia voltou para a sala de aula e sonha em passar em um concurso, por isso foi para a Praça protestar. “Meu sonho é fazer um concurso, quero ser concursada, estou aqui não só pensando em meu futuro, mas também para apoiar a minha categoria”, comenta. 

O professor João Luiz Calegari, que está em greve, acompanhou os alunos e acredita que o Governo vai atender a categoria. “Os alunos me chamaram e eu vim, agradeço por estarem lutando conosco. Estamos na luta, a nossa esperança é que o governo atenda a categoria. É um Governo novo, com uma trajetória diferente do que tínhamos no passado. Não estamos pedindo os 17%  de reposição, estamos pedindo que ao menos seja reconhecida a inflação do ano” finaliza o professor. 

Professores e funcionários da rede estadual de educação que aderiram à greve nesta terça-feira (25). A paralisação é por tempo indeterminado.

Segundo a presidenta do Núcleo Sindical de Apucarana Marlene Aparecida Pavani, a decisão da greve foi aprovada em assembleia estadual, entre as reivindicações, a principal pauta, é a data base. “Estamos desde 2016 sem receber essa recomposição salarial que fecha num total de 17%. Queremos negociar com o Governo pelo menos a data base de 2017”, explica Marlene. 

Os grevistas esperam uma assembleia com o Governo do Estado. O Núcleo Regional de Educação de Apucarana informou que o movimento não está afetando as aulas. Que na cidade dos 18 Colégios, duas instituições estão funcionando normalmente, 15 escolas estão parcialmente participando do movimento, havendo a falta de alguns professores e apenas um colégio estava sem atendimento.  

No turno da manhã de ontem (26) compareceram 306 professores, sendo que 129  aderiram ao movimento.


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