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    Câmara de Apucarana vai retomar luta pela construção do Cense

  • Sessão ordinária da Câmara de Apucarana
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    Escrito por Edison Costa
    Publicado em 11/06/2019 Editado em 11/06/2019

    Após matéria sobre a falta de vagas para internação de menores infratores publicada na edição de domingo da Tribuna, a Câmara de Vereadores de Apucarana decidiu retomar a luta pela construção do Cense (Centro Sócio Educativo) no município. O assunto foi levantado pelo vereador Gentil Pereira de Souza Filho (PV) durante a sessão ordinária desta segunda-feira (10) e comentada pelos demais companheiros de Legislativo.
    Gentil Pereira se manifestou surpreso e indignado com a situação e pediu que o Legislativo retome a luta que vem se arrastando desde o governo de Beto Richa (PSDB). Ele lembrou que o município já dispõe de terreno e projeto e havia a promessa do governo de que a obra seria construída, mas até agora o assunto está parado. “Enquanto isso, o tráfico de drogas continua se utilizando de menores nesse tipo de crime”, comentou.
    Gentil Pereira apresentou detalhes da reportagem, entre os quais que oito em cada dez menores infratores com pedidos de internação como medida sócio educativa são colocados em liberdade em Apucarana por falta de vagas nos Censes da região.
    Outra informação apresentada em plenário pelo vereador é a de que, nos últimos 18 meses, a Vara da Criança e do Adolescente realizou 149 representações para internação de menores por crimes graves, mas apenas 30 foram efetivamente internados. Isso significa que, de cada dez pedidos em média, apenas dois são atendidos pelos Censes da região.
    O vereador lembrou que, de acordo com a Secretaria de Estado da Justiça, Cidadania e Direitos Humanos, a construção do Cense em Apucarana encontra-se em processo licitatório. O terreno foi doado em 2013, quando a Secretaria da Família e Desenvolvimento Social confirmou a obra. Em 2015, o Instituto Ambiental do Paraná (IAP) deu a concessão de licença prévia para implantação da unidade no município. Em 2017, a Secretaria da Justiça afirmou que o projeto sairia do papel no primeiro semestre de 2018, mas até hoje nada. “A partir destes dados esperamos que realmente este projeto de tão grande importância e necessidade para nossa cidade saia do papel”, disse Gentil.
    O presidente da Câmara, vereador Luciano Augusto Molina Ferreira (Rede), que por várias vezes esteve em Curitiba acompanhando o trâmite do projeto, junto com outros companheiros de Casa, disse que já perdeu as esperanças de ver o Cense construído e funcionando em Apucarana. Mesmo assim, afirma que não vai desistir da luta.
    De acordo com Molina, o governo do Estado havia anunciando um recurso no valor de R$ 10 milhões para construção de uma unidade em Apucarana para abrigar até 60 menores infratores. A Secretaria da Justiça lhe havia informado no começo do ano passado que para todo o Estado o governo tinha disponíveis R$ 80 milhões para construção de Censes. No entanto, nada foi feito. “Desde 2013 estamos nesta luta pelo Cense, mas fica só na promessa”, afirmou Molina, reclamando da falta de atenção que Apucarana recebeu neste sentido no governo de Beto Richa e Cida Borghetti (PP). “Quem sabe agora esta obra saia do papel no governo do Ratinho Junior”, disse Molina, anunciando a retomada do pedido ao novo governador que, inclusive, tem suas raízes em Apucarana e Vale do Ivaí.

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