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Prefeitura de Apucarana decreta luto oficial de três dias pelo falecimento de Pedro Preto 

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Após meses de luta, enfrentando sérios problemas de saúde, faleceu no início da manhã desta quinta-feira (6), no Hospital da Providência, o pioneiro Pedro Agostinete Preto, aos 79 anos. Ele havia sido encaminhado para a Unidade de Terapia Intensiva (UTI) na noite de ontem e veio a óbito por volta das 6h30 da manhã, com insuficiência cardíaca.

O prefeito Junior da Femac decretou luto oficial por três dias no Município, considerando sua personalidade de notório espírito público, e que na condição de ex-secretário de gestão pública e ex-vereador sempre contribuiu para o desenvolvimento de nosso município.  

O filho de Pedro Preto, o ex-prefeito de Apucarana e atual Secretário de Saúde do Paraná, Carlos Alberto Gebrim Preto, o “Beto Preto”, estava na cidade acompanhando a situação de seu pai. “Foi uma luta muito difícil nos últimos meses e meu pai acabou não resistindo”, afirmou o médico Beto Preto. Ele disse que Pedro Preto lutava muito para tentar chegar aos seus 80 anos, que seriam completados no próximo dia 30 de junho.

Pedro Agostinete Preto aportou em Apucarana em 1948, se instalando primeiro em Correia de Freitas, depois no Pirapó e em seguida passou a residir na cidade. Ele era o décimo dos onze filhos do casal Cézar Preto e Maria Ângela Preto. Há onze anos ficou viúvo da professora Maria Tereza Gebrim Preto. E, em 1979, perdeu sua filha Luciana aos dezenove anos.

A maior alegria de Pedro Preto nos últimos anos eram seus netos Pedro e Cecília (8 anos), filhos de Beto Preto e sua esposa Adriana  Gonçalves. Outra paixão do pioneiro era a história da família em Apucarana, que já remonta uma trajetória de 70 anos.

Na cidade, Pedro Preto atuou como advogado – inscrito na OAB -, e imobiliarista. Foi o criador do Jardim São Pedro e da Vila Social; secretário municipal de administração no segundo mandato do ex-prefeito Carlos Scarpelini; e vereador na legislatura 2001/2004.

Também foi fundador e presidente da Associação Filantrópica Ferra Mula por várias gestões. Na cidade sempre teve forte envolvimento com as causas sociais, contribuindo com as Apaes de Apucarana e de municípios do Vale do Ivaí, por meio do “Ferra Mula”. Atuou ainda em favor do Lar São Vicente de Paulo e da Sociedade Protetora dos Animais de Apucarana (Soprap).

Como defensor da democracia e dos ideais de liberdade, Pedro Agostinete Preto acabou sendo preso, na década de 70, durante o governo militar.

VELÓRIO E SEPULTAMENTO - A família comunica que o corpo de Pedro Preto será velado no plenário da Câmara Municipal de Apucarana, a partir das 12 horas de hoje (6). O sepultamento está previsto para hoje, às 17h30, no jazigo da família, no Cemitério Municipal Cristo Rei.  

 Ferra Mula e Soprap enaltecem atuação do cidadão Pedro Preto


Izamélia Andrea Constâncio Balan, da diretoria da Soprap, manifestou profundo pesar pelo falecimento de um dos maiores colaboradores da entidade. “Perdemos um grande homem, que amava e defendia nossos animais”, comentou Izamélia, acrescentando ainda que “o Sr. Pedro Preto foi um dos fundadores da Soprap e ajudou a construir o que temos e somos hoje”.

Pedro Agostinete Preto era um dos últimos fundadores vivos que ainda tinha participação atuante na Associação Filantrópica Ferra Mula, que foi criada em 1963. Carlos Guimarães dos Santos, atual tesoureiro da instituição e que foi vice em uma das vezes em que Pedro Preto presidiu o “Ferra Mula”, destacou a trajetória dentro da entidade.

“Foi uma pessoa que dedicou a sua vida pela entidade, tendo o Ferra Mula como uma família. Uma pessoa de um coração enorme, que buscou sempre atender entidades carentes através da associação que ele fundou junto com mais algumas pessoas”, ressalta Guimarães.  

O tesoureiro do “Ferra Mula” afirma que o falecimento de Pedro Preto representa uma perda irreparável para a história de Apucarana, para associação e a todos os trabalhadores e voluntários da entidade. “É uma pessoa que sempre se dedicou à filantropia, mesmo quando ingressou na vida política ele nunca deixou de participar. Ele nunca se afastou e sempre esteve presente”, salienta o tesoureiro do “Ferra Mula”.  

Guimarães lembra que, mesmo adoentado, Pedro Preto continuou participando das reuniões dominicais da associação. “Embora ele não estivesse trabalhando nas quartas, nas assembléias de domingo ele estava presente enquanto pôde fisicamente, debatendo assuntos relacionados à associação e participando das tomadas de decisão”, frisa o tesoureiro do “Ferra Mula”.  

Guimarães afirma ainda que Pedro Preto era um ícone do “Ferra Mula” e que seu nome será sempre lembrado. “Não há como contar a história do Ferra Mula sem mencionar o Pedro Preto”, reitera o tesoureiro da associação. 

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