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Direção do Santos Dumont será ocupada por militares, afirma comando do 10º BPM

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Tenente Kelly e o comandante do 10º BPM, major Cardoso. Foto: Delair Garcia
Tenente Kelly e o comandante do 10º BPM, major Cardoso. Foto: Delair Garcia

O Colégio Alberto Santos Dumont, de Apucarana, será administrado por militares. De acordo com o comandante do 10º Batalhão de Polícia Militar (BPM), major Roberto Cardoso, um oficial da PM será designado para atuar como comandante da instituição juntamente com o diretor da gestão vigente. Após o período de transição, o oficial assume totalmente a direção do colégio militar, que teve a implantação confirmada semana passada pelo Governo do Estado. Os alunos que já estão matriculados no colégio tem vaga garantida.

Em relação ao quadro de professores, o comandante afirma que continuará o mesmo. “Não existe restrição, mas se o professor desejar, pode pedir transferência para outra escola”, afirma. Os alunos que já estão matriculados no colégio também têm vaga garantida. Entretanto, novos estudantes terão de passar por teste seletivo para ingressar na escola. 

“As instituições são regidas pelo Núcleo Regional de Educação (NRE) e não existe diferença com relação a grade curricular e ao conhecimento transmitido aos alunos nos outros colégios”, afirma Cardoso. 
Segundo o comandante, a diferença está na questão comportamental, com foco na disciplina, responsabilidade e respeito, características diretamente ligadas à vivência militar. 

“O que diferencia é a forma de administrar o colégio, além de maior cobrança em relação a horários, responsabilidade, comprometimento, conservação do patrimônio público, respeito com professor, servidores e demais alunos, dentre outros”, destaca o major, acrescentando que a comunidade só tem a ganhar com a qualidade de ensino que será ofertada. 

A instituição de Apucarana será estruturada nos moldes do Colégio da Polícia Militar de Curitiba (CPM), referência em educação no Estado. A tenente Kelly Wistuba de França, do 10º BPM, estudou nove anos no 1º CPM e destaca que a instituição agregou valores e ofereceu suporte necessário para ela alcançar seus objetivos na carreira militar. 

“É importante destacar que o colégio militar não é um corredor para a carreira militar, mas é uma grande oportunidade de acesso ao ensino público de qualidade”, ressalta. 

A implantação do colégio militar foi confirmada semana passada pelo secretário-chefe da Casa Civil do governo do Estado, Guto Silva, durante audiência no Palácio Iguaçu com o prefeito de Apucarana, Junior da Femac. Entretanto, transição ainda não tem previsão para acontecer. Conforme o comando do 10º BPM, antes o colégio deve passar por um processo de estruturação e adequação, além da transferência de efetivo da polícia para atuar na instituição. 

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