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Um caso de abuso sexual de menores é registrado por semana em Apucarana

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Um caso por semana de violência sexual contra crianças ou adolescentes é registrado por semana em Apucarana. A média é baseada em números levantados pela Delegacia da Mulher, que contabilizou cinquenta casos no ano passado. 

De janeiro a abril deste ano, foram 14 denúncias recebidas pela unidade, que é responsável pela investigação desse tipo de crime. O número é 12,5% menor que o mesmo período de 2018, que teve 16 registros. No entanto, para a Polícia Civil o índice está muito distante da realidade. De acordo com a delegada Sandra Nepomuceno, 90% dos casos não chegam ao conhecimento da polícia, pois ocorrem de forma velada dentro das casas das vítimas. “Por isso é tão importante o apoio da rede de proteção, como por exemplo, a observação de professores nas escolas, diante do comportamento diferente dos alunos e de lesões aparentes”, alerta. 

A delegada assumiu o cargo neste mês e já possui um plano de ação para combater a exploração sexual de menores no município. “Pretendemos desenvolver um trabalho de informação junto à comunidade para que as pessoas tomem ciência dos diversos meios de denúncia e assistência em casos de violência contra crianças e adolescentes e tenham maior proximidade com o trabalho policial”, detalha.

 Em virtude do grave trauma físico e psicológico causado pela violência sexual, as vítimas são encaminhadas inicialmente ao Centro de Atendimento à Mulher (CAM) que oferece atendimento com apoio do Centro de Referência Especializado de Assistência Social (CREAS), entidades ligadas à rede municipal de proteção. “As vítimas inclusive podem procurar diretamente o Creas e o CAM que também encaminham as situações de crimes envolvendo crianças para a delegacia. É um trabalho em conjunto da rede de proteção da criança e adolescente”, destaca a delegada. 

A pena para o crime de violência sexual contra criança e adolescente varia de acordo com o caso. Em crimes mais graves, como estupro de vulnerável, a pena é de 8 a 15 anos de prisão. Já exploração sexual de criança e adolescente a pena pode chegar a 10 anos de reclusão. 

CAMPANHAS

Segundo o Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente (CMDCA), de Apucarana, estudos mostram que pelo menos 80% dos casos registrados são praticados por pessoas do convívio da vítima. Os dados foram divulgados durante lançamento da programação local vinculada à Campanha Nacional de Combate ao Abuso e Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes, cuja programação foi realizada durante todo o mês de maio.

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