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Lei que reserva vagas para Autistas entra em vigor em Apucarana

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Na busca por soluções e melhorias tanto para as pessoas que sofrem de Transtorno de Espectro Autista (TEA) como para seus familiares, a Câmara Municipal de Apucarana, aprovou no ano passado, a Lei nº 85/2018, de autoria do vereador Lucas Leugi, que determina aos estabelecimentos privados ou públicos localizados no Município de Apucarana, que devem reservar um por cento do total de vagas, a fim de atender as pessoas com o TEA. A Lei foi sancionada e as placas já começaram a ser instaladas na cidade.

Segundo o autor Lucas Leugi, este projeto veio minimizar constrangimentos a todos os envolvidos, desta forma os estacionamentos públicos e privados deverão permitir o ingresso dos autistas e seus acompanhantes adequando uma vaga próxima a porta da entrada principal dos estabelecimentos, diminuindo o tempo de espera nestes locais.

As vagas, a partir de agora, estão devidamente sinalizadas com o símbolo que identifica a pessoa com autismo, caracterizado por uma fita colorida em formato de quebra cabeça e com a frase "VAGA PARA PESSOA COM AUTISMO", respeitando as especificações técnicas de desenho e traçado de acordo com as normas técnicas vigentes.

Flávia Ribeiro dos Santos Straliotti, diretora da Associação de Pais e Amigos dos Autistas Apucaranenses (AMAA), agradeceu as primeiras placas instaladas e lembrou que foi um trabalho muito árduo e difícil até esta conquista. “Em 2017, esta Lei de estacionamento prioritário já havia sido proposta pelo vereador Molina e aprovada pela Câmara de Vereadores, mas em seguida teve que ser revogada atendendo a um pedido de um funcionário público. Nós procuramos o Ministério Público e por orientação do próprio MP, o vereador Lucas Leugi entrou novamente com a Lei para votação, com algumas alterações: determinando que a vaga fosse preferencial para autistas, para não ter que dividir a vaga com pessoas portadoras de deficiência”, esclareceu Flávia.

Ela revela que enquanto pais de autistas a luta foi grande, mas a conquista foi maior ainda. “Somente os pais sabem da dificuldade que é ter um filho autista em casa. Eles são instáveis. As vezes estão bem, mas basta uma informação sensorial para desestabiliza-los. E as vezes o carro não está próximo. Temos dificuldade. Por isso, também, o símbolo do autismo nas placas, nos carros e em vários outros locais. Eles não têm tolerância de permanecer na fila aguardando o atendimento, de rodar procurando uma vaga e acabam ocasionando um problema. Para preservar os autistas e os problemas, conquistamos essas vagas. Agradecemos aos vereadores que votaram favoráveis ao projeto e nos ajudam sempre que precisamos”, completou.

SIMBOLO DO AUTISMO


A luta por essa e outras melhorias que atinge todos os envolvidos, teve início em 2017 com a Lei nº 064/2017, do presidente do Legislativo, professor Luciano Molina, que obriga os órgãos Públicos e estabelecimentos privados a inserir o Símbolo Mundial do Autismo em placas de atendimento prioritário. Foi elaborado uma recomendação administrativa, visando a inserção do símbolo do autismo nas placas de atendimento preferencial a idosos, deficientes físicos, grávidas e pessoas com crianças de colo.

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Edhucca

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