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Como Apucarana quer se tornar a cidade mais tecnológica do norte do Paraná

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Fomentar a inovação, estimulando um novo ambiente de negócios voltado para tecnologia. Uma iniciativa idealizada pela Associação Comercial, Industrial e de Serviços de Apucarana (Acia) que ganhou apoio da Prefeitura, entidades e das universidades locais, o ‘Conecta Apucarana’ é uma aposta para o futuro. O primeiro passo foi dado com a aprovação e sanção da lei 119/08, que estabelece um programa de incentivos à pesquisa científica e tecnológica no ambiente produtivo.

A lei municipal, de iniciativa do executivo e delineada de acordo com a proposta do programa, institui o Sistema Municipal de Inovação, criando uma estrutura organizacional para desenvolvimento dos projetos através da criação de um Conselho Municipal de Inovação, além de prever um Fundo Municipal de Inovação para financiamento de iniciativas e startups.

O superintendente do Instituto de Desenvolvimento, Pesquisa e Planejamento de Apucarana (Idepplan) – órgão que vai representar o executivo  -, Carlos Mendes, destaca que a legislação foi desenvolvida com base na demanda apresentada pelos idealizadores do projeto. “Essa foi uma iniciativa que veio de fora, da Acia, e que acolhemos, uma vez que a prefeitura tem grande interesse no desenvolvimento do ambiente de negócios proposto”, comenta.

Segundo o prefeito Beto Preto (PSD), a legislação municipal amplia a rede de apoio e garante segurança jurídica para os envolvidos no processo. “Nós estamos adequando nossa cidade à legislação de grandes centros que já têm experiências exitosas neste campo. Nós queremos ingressar no mundo das startups, dentro do conceito das cidades inteligentes”, destaca.

Ambiente favorável

Com quatro universidades públicas e privadas instaladas no município, Apucarana tem uma comunidade acadêmica estimada em 6 mil alunos de graduação em 38 cursos. Na área de tecnologia, por exemplo, a cidade oferta Sistemas de Informação na Faculdade de Apucarana (FAP); Engenharia de Computação na Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR); e Ciência da Computação no campus da Universidade Estadual do Paraná (Unespar).

Abrir um canal entre comunidade empresarial e universidades, bem como dar apoio para que os projetos nascidos nas universidades tenham continuidade, foi uma das principais motivações da Acia na estruturação da proposta do Conecta Apucarana. “Nossa ideia é dar oportunidade para esse pessoal das universidades, queremos valorizar as iniciativas e manter essa mão de obra altamente especializada na cidade gerando novos negócios”, comenta o vice-presidente da Acia, Wanderlei Faganello.

Segundo ele, atualmente o norte do Estado já tem se tornado referência em startups e no conceito de smart citie – que engloba tanto negócios, quanto administração pública, em um sistema de desenvolvimento sustentável e de interação produtiva com foco em questões e demandas de meio ambiente, tecnologia, IDH, entre outros. “Londrina e Maringá se adiantaram nessa questão e Apucarana tem um grande potencial. Podemos fornecer apoio, alugueis e custo de instalação mais baixos”, comenta.

Projeto tem como objetivo fomentar a inovação tecnológica na cidade | Foto: Tribuna do Norte

O presidente da Acia, Jayme Leonel, diz que a estratégia é reter a mão de obra qualificada, buscando diversificar os empreendimentos em Apucarana. “Estamos em meio ao eixo Londrina-Maringá, numa localização estratégica e temos boas possibilidades de inovação”, destaca.

Incentivo

Com lançamento oficial em agosto, o Conecta Apucarana conta com apoio das universidades, Sebrae, Senai e Sicoob, entre outras entidades. Com a legislação municipal aprovada o próximo passo para o ano que vem é a formatação de ações de incentivo.

Segundo o consultor do Sebrae de Apucarana, Tiago Correia da Cunha, vários eventos estão sendo planejados para fomentar um ambiente de inovação. “Estão previstas, por exemplo, capacitações e a realização do primeiro seminário de inovação de Apucarana. A meta é sensibilizar também a comunidade empresarial a respeito das possibilidades”, comenta.

Estímulo universitário

Um composto químico que absorve água, um novo método para fabricação de nanopartículas, programas de informática. Todos processos e produtos desenvolvidos por acadêmicos que tiveram patentes protocoladas dentro de um programa do campus de Apucarana da Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR). O Hotel Tecnológico da instituição é um exemplo do ambiente de inovação proposto no Conecta Apucarana.

O programa dá suporte e apoio para os estudantes desenvolverem suas ideias com vistas a um futuro profissional. “Incentivamos esse empreendedorismo do acadêmico, dando condições que eles entrem no mercado de forma diferente, não apenas como contratados”, comenta a coordenadora do Hotel Tecnológico, Dayane Samara de Carvalho.

Anna, Giovanna e Sérgio desenvolveram projeto dentro da UTFPR de Apucarana em consonância com conceito de 'smart city' | Foto: Tribuna do Norte

Essa é a meta dos acadêmicos de Engenharia Têxtil, Sérgio Goulart, Anna Carolina de Souza e Giovanna da Costa. É deles um dos projetos que estão sendo gestados no Hotel Tecnológico em uma iniciativa que ilustra perfeitamente o conceito de negócios em smart city. Os três estão desenvolvendo uma marca de roupas eco-friendly com venda online. “É um produto voltado para uma consumidora com perfil de consumo consciente, de bom poder aquisitivo, preocupada com o impacto do mercado da moda no meio ambiente e na cadeia de trabalho”, explica Sérgio, que é de São Paulo.

Adaptação ao mercado

Ele explica que a comercialização será feita pela internet. O site, em desenvolvimento, está sendo bancado com investimento da iniciativa privada captada. Os estudantes contam que, no início, a startup que eles planejaram se encerrava na criação do site, que comercializaria produtos de empresas dentro do conceito deles. Durante o desenvolvimento do projeto, eles mudaram o foco.

“Percebemos que nosso lucro seria muito pequeno”, comenta. Para colocar a marca com esse conceito agregado no mercado, eles seguem pelo caminho da economia solidária. “Estamos selecionando tecidos orgânicos e de reuso. Para costura, entramos em contato com cooperativas de costureiras e estamos desenvolvendo modelagens que reduzam o tempo de produção. Nossas peças levam em conta o sistema de trabalho, não apenas o meio ambiente”, comenta a curitibana Anna Carolina de Souza, citando outro conceito aliado da proposta deles, o slow fashion - que une consumo e produção consciente.

A terceira integrante da equipe, Giovanna, que é de Rondônia, destaca que ter o projeto gestado com apoio da incubadora da universidade foi fundamental para que as coisas ‘andassem’. “Foi fundamental para gente contar com a estrutura da universidade”, comenta.


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