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    Movimento pede apoio da Câmara contra reforma da Previdência

    Carta das CEBs, lida na sessão ordinária em Apucarana, critica pontos da proposta.
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    Escrito por EDISON COSTA
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    A proposta de reforma da Previdência que tramita na Câmara dos Deputados foi um dos assuntos discutidos na sessão ordinária da Câmara de Apucarana realizada na tarde desta quarta-feira. A pedido das Comunidades Eclesiais de Base (CEBs) do Paraná-Regional Sul II, o vereador Antônio Marques da Silva (PSD), o Marcos da Vila Reis, apresentou uma carta elaborada por este movimento da Igreja Católica que se manifesta contra alguns pontos da proposta e pede apoio da classe política e dos movimentos sociais para pressionar os parlamentares no sentido de impedir que o projeto seja votado da maneira como o governo do presidente Jair Bolsonaro (PSL) encaminhou ao Congresso.

    A carta denominada “Não é justo morrer trabalhando e nem trabalhar morrendo” foi elaborada inclusive num encontro de representantes das CEBs de todo o Paraná realizada em Apucarana nos dias 23 e 24 de fevereiro. No documento, as CEBs reafirmam seu compromisso com os trabalhadores e trabalhadoras do campo e da cidade que, conforme assinalam, “têm seus direitos ameaçados por um sistema econômico gerador de desigualdades sociais, onde poucos detêm a maior parte das riquezas e a maioria, cada vez mais empobrecida, é jogada num vale de morte”.

    “Repudiamos a reforma da Previdência proposta pelo governo atual, que retira direitos e seguridade social historicamente garantidos, fruto da luta e organização da classe trabalhadora, de profetas e profetizas que deram suas vidas em favor de um mundo mais justo”, diz a carta. “Não aceitamos retrocessos no aumento da idade de aposentadoria, na redução dos benefícios dos aposentados e no aumento do tempo de trabalho e contribuição. Menos ainda a disparidade entre categorias de trabalhadores que têm privilégios em relação ao tempo de trabalho e benefícios. Não é justo morrer trabalhando e nem trabalhar até morrer”, reafirma trecho da carta.

    No final, a texto reafirma a posição da Igreja de se manter na defesa incondicional da vida dos pobres e marginalizados.

    Como um dos integrantes do movimento Renovação Carismática Católica (RCC) de Apucarana, o vereador Marcos da Vila Reis diz que se prontificou a ler esta carta na sessão da Câmara a pedido das CEBs. Aliás, segundo ele, esta carta está sendo lida não só nas Câmaras de Vereadores e em outros grupos sociais, como também será lida nas Assembleias Legislativas do País e no Congresso Nacional. “Aqui em Apucarana, eu quero ser a voz da Igreja na Câmara de Vereadores”, diz Marcos da Vila Reis, que também é contra alguns pontos da reforma da Previdência e propõe que a proposta seja melhor discutida com a sociedade.
    Ele pediu que os vereadores reforcem esta luta em defesa dos trabalhadores. E lembrou que no próximo dia 12, às 20 horas, haverá um debate na Câmara de Apucarana sobre a proposta de reforma da Previdência, reunindo representantes de diferentes setores da comunidade.

    Para o presidente do Legislativo, Luciano Molina (Rede), a hora de pressionar os políticos contra esta reforma da Previdência que tramita no Congresso é agora. “Depois que o projeto for aprovado pelos deputados, no Senado vai ficar mais difícil mudar alguma coisa”, observou.

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