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‘Os Delfins’: rock apucaranense nos anos 60

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Conjunto animava bailes em clubes e chegou a gravar um disco
Conjunto animava bailes em clubes e chegou a gravar um disco

Apucarana sempre revelou conjuntos e bandas musicais de sucesso na sua história. Se as grandes bandas shows, de repertório eclético, corpo de baile e vários cantores, viveram seu auge nos anos 90 com nomes como Paralelo Trinta, Inox, Fruto Proibido e Trânsito Livre, o início do movimento musical veio muito antes, nos anos 60. Embalados pelo sucesso dos Beatles e Rolling Stones, os jovens protagonizavam sua própria história musical no interior do Paraná.

Na década de 60, marcaram época em Apucarana os conjuntos musicais Os Delfins, Lívio e Tropical, entre outros, que animavam os grandes bailes realizados nos clubes da cidade, com destaque para o Clube 28 de Janeiro, Country Club, Ucraniano, Acea e também nas cidades da região como Jandaia do Sul, Arapongas, Mandaguari, Maringá, Rolândia, Cambira, Marilândia do Sul e Cambé.

O advogado Carlos Roberto Miranda, 70 anos, era o baterista do conjunto Os Delfins, um dos primeiros de Apucarana fundado na década de 60. Faziam parte do grupo Daniel Moura Moreira (guitarra-base), Valdimir Crivelli (guitarra e solo), Nivaldo Piovesan (contrabaixo), mais conhecido por Pato, e Adésio Augusto (guitarra e solo). 

Desses, ainda estão vivos Carlos Miranda e Valdimir Piovesan, o Pato, que está com 71 anos e mora em Londrina, sendo aposentado da Copel e promotor de eventos.

O nome Os Delfins era uma homenagem ao seriado Flipper, produção norte-americana que passava na televisão uma vez por semana e abordava as aventuras de um golfinho em Miami.

Carlos Miranda lembra com saudades daquela época. “A gente animava bailes em Apucarana e em muitos outros clubes da região. Os clubes ficavam lotados”, diz Miranda, lembrando que outra marca dos bailes era a rivalidade entre os jovens de uma cidade e de outra. “Sempre saía um quebra-pau, era briga pra todo lado e nós do palco ficávamos assistindo”, relata. Segundo Carlos Miranda, o grupo também se apresentava em programas musicais de domingo à tarde na TV Coroados, em Londrina. O conjunto chegou a gravar um disco com duas músicas – um compact disc - , mas a carreira não foi além.

Fundado em 1964, o conjunto durou sete anos. Depois foi dissolvido com a saída de um e de outro integrante e a morte trágica de um dos integrantes da banda. O guitarrista Valdemir Crivelli se matou com um tiro no peito após uma desilusão amorosa. Conforme Carlos Miranda, o enterro teve grande acompanhamento de jovens de Apucarana e de municípios vizinhos em função do sucesso que o conjunto fazia em todo o norte do Paraná.

 

 

 

 

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Edhucca

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