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Assaltante de bancos de Apucarana morre dentro de cela na penitenciária de Londrina

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Fábio Havrelux (à esquerda) morreu dentro de uma cela da PEL: causa ainda vai ser apurada - Foto: Delair Garcia
Fábio Havrelux (à esquerda) morreu dentro de uma cela da PEL: causa ainda vai ser apurada - Foto: Delair Garcia

A Autarquia de Serviços Funerários de Apucarana (Aserfa) confirmou na manhã desta terça-feira (8) que faleceu ontem em Londrina o presidiário Fábio Havrelux, de 41 anos, que residia em Apucarana e foi preso em 11 de maio de 2016, após assalto a banco na região noroeste do Paraná. Ele foi transferido do minipresídio de Apucarana para Penitenciária Estadual de Londrina (PEL) no início de junho de 2016. De acordo com a Aserfa, a causa da morte ainda é indefinida. O corpo de Fábio é velado na Capela Mortuária Central de Apucarana e o sepultamento está marcado para as 11 horas desta terça-feira (8), no Cemitério Portal do Céu. Ele já havia sido preso diversas vezes e chegou a participar de rebeliões no minipresídio de Apucarana.

Fábio morreu na PEL na segunda-feira (7), após passar mal dentro da cela. De acordo com o diretor da unidade prisional, Reginaldo Peixoto, por volta das 9 horas os colegas de cela alertaram os agentes carcerários de que um homem estaria passando mal. Ele foi levado à enfermaria, onde teve uma parada cardiorrespiratória.

A equipe da PEL 2 e, em seguida, os médicos do Samu tentaram reanimar o detento, mas não tiveram sucesso. Segundo Peixoto, o corpo não apresentava nenhuma lesão aparente. A causa da morte será confirmada por necropsia realizada no Instituto Médico Legal (IML). Peritos do Instituto de Criminalística foram até o local para investigar o local da morte.

Prisão e morte
A Polícia Militar confirmou a imprensa que Fábio foi preso em Apucarana em 11 de maio de 2016, junto com outros três assaltantes. Na ocasião um dos criminosos um foi morto em confronto com a PM em imóvel no Jardim Apucarana (zona norte da cidade). Eles seriam são os mesmos que em 2015 fizeram um assalto ousado em Borrazópolis, usando cordão humano como escudo.

Ainda segundo a polícia, os bandidos praticaram outros roubos ousados em Kaloré, Rio Branco do Ivaí, e outras cidades da região. Em Borrazópolis eles ainda voltaram uma segunda vez, durante à noite, onde atiraram no Destacamento da PM e tentaram explodir o cofre do Banco do Brasil, mas não conseguiram.  Quem viu as imagens do assalto em Borrazópolis, notou que eles usavam uma metralhadora a tiracolo, justamente esta metralhadora foi apreendida e também um fuzil.

Quadrilha
De acordo com a PM, todos seriam integrantes da quadrilha que assaltou dois bancos em Querência do Norte (a 264 km de Apucarana), na última segunda-feira (9), e fez funcionários e clientes reféns.  A ação teve início ainda de madrugada, por volta de 1h, no Contorno Norte, quando a equipe do Pelotão de Choque de Londrina avistou um Ônix preto suspeito. 

O motorista, ao perceber a aproximação da viatura, acelerou em fuga. Durante a perseguição, houve troca de tiros, mas ninguém ficou ferido.  Em determinado momento, os suspeitos abandonaram o veículo e fugiram a pé por um matagal. Dentro do Ônix abandonado foram encontrados R$ 154 mil em dinheiro, supostamente roubados das agências bancárias.

Também foram encontradas 511 munições de vários calibres, uma submetralhadora 9 mm e outra calibre 12, dois revólveres 38, duas facas, três toucas balaclava e roupas.

No início da manhã de 11 de maio de 2016, por volta das 6h, os suspeitos foram localizados em uma residência no Jardim Apucarana, na zona norte da cidade. Segundo a polícia, surpreendidos por equipes do Pelotão de Choque de Londrina e do 10º Batalhão da Polícia Militar (BPM), os criminosos saíram da casa atirando contra os policiais e invadiram casas vizinhas.  

Durante o confronto, três foram baleados. Jonathan Silva de Souza, de 22 anos, morreu. Orlando Gomes de Oliveira Filho, 35 anos, vulgo ‘Dinho’, foi socorrido e encaminhado em estado grave ao hospital da Providência. O terceiro conseguiu fugir. 

Outros três foram presos durante a operação. Entre os detidos estava o dono da casa usada como esconderijo, Nicanor Junior de Almeida, 32 anos, vulgo ‘Juninho’ e a esposa dele. A mulher, segundo o delegado Jacovós, foi presa ao ser flagrada tentando destruir provas.

O outro preso foi Fábio Havrelux, com 38 anos na época. No imóvel também foram apreendidos joias, cheques, dinheiro e dois veículos. Segundo a polícia, os suspeitos seriam remanescentes da chamada quadrilha do ‘cangaço’, especializada em roubos a bancos, que foi presa no início de 2016.

Roubos a bancos – Cerca de dez suspeitos roubaram as agências do Banco do Brasil e do Sicredi de Querência do Norte (noroeste do Paraná) em maio de 2016. Nas duas situações, funcionários e clientes das agências foram rendidos, usados como escudo humano e alguns deles foram levados como reféns.

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