Apucarana

Cavalos voltam a ser flagrados comendo lixo em Apucarana

Da Redação ·
Cavalos voltam a ser flagrados comendo lixo em Apucarana - Foto: TNONLINE/ld
Cavalos voltam a ser flagrados comendo lixo em Apucarana - Foto: TNONLINE/ld

Cavalos soltos e comendo lixo em frente imóvel na Rua dom Pedro II. perto da Avenida Central do Paraná, no Jardim Ponta Grossa - Jardim América,  na zona norte de Apucarana, chamaram atenção de quem passava pelo local no final desta tarde.

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As autoridades competentes já foram informadas sobre a situação e afirmaram que estão tomando providências.

Os problemas com cavalos soltos são registrados em toda a cidade. Sem cuidados, os animais trazem insegurança para motoristas, podendo provocar acidentes de trânsito. Em abril, um cavalo foi atropelado por um ônibus na BR-369, próximo a alguns bairros da região norte da cidade. Pedestres também correm risco com a situação.

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 Em alguns casos, os cavalos chegam inclusive a revirar o lixo das casas em busca de alimento, situação flagrada na Rua Ouro Verde, também norte de Apucarana, e que circulou pelas redes sociais em outubro.De acordo com o secretário de Meio Ambiente de Apucarana, Sérgio Bobig, a prefeitura chega a receber até cinco ligações por dia com reclamações de cavalos em vias públicas. “Esta situação preocupa muito o município, tanto é que estamos com um chamamento público em aberto, que visa a contratação de uma Organização Não-Governamental (ONG) para cuidar do recolhimento destes animais”, diz.Segundo o edital de chamamento, a ONG ficaria responsável por retirar os animais das ruas e levá-los a um local adequado. “Infelizmente, a prefeitura não possui estrutura para este serviço, que parece simples, mas não é.

 É preciso um caminhão adequado para o transporte de animais de grande porte, profissionais aptos a realizar a aproximação e captura destes animais da melhor maneira possível, além de um espaço grande o bastante para manter os cavalos”, afirma.Ele destaca que todas as reclamações são atendidas pela Prefeitura. Segundo o secretário, uma equipe da prefeitura se desloca até o local indicado pela reclamação e busca minimizar os problemas. “Tentamos levar o animal a algum local mais seguro, menos movimentado. Mas o ideal era que a população se conscientizasse, não deixando os cavalos desamarrados”.

A ONG, por sua vez, poderá aplicar taxas de apreensão e de manutenção do animal quando o proprietário for identificado. Esta taxa pode chegar a até R$ 2,5 mil. “Já há uma lei que proíbe deixar estes animais soltos, sem supervisão. Esperamos que, depois da implementação deste serviço de recolhimento, o problema acabe de vez. Se não houver ONGs interessadas, iremos estender o edital para empresas privadas também. O que não podemos é deixar esta situação como está”, aponta Bobig.

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