Apucarana

Delegado Jacovós denuncia situação do IML em Apucarana

Da Redação ·
Segundo o delegado José Aparecido Jacovós, a justiça têm sido prejudicada pela situação do IML.
Segundo o delegado José Aparecido Jacovós, a justiça têm sido prejudicada pela situação do IML.

A situação no IML de Apucarana ficou maias complicada ainda na última sexta-feira (9), quando o médico legista Ângelo Haiashi se aposentou. Agora, o IML de Apucarana, que contava até pouco tempo com quatro médicos legistas em seus quadros, tem apenas o médico Narciso Marques Moure trabalhando.

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No mês passado, ainda com dois médicos, o órgão já havia anunciado algumas mudanças por conta da falta de profissionais para realizar os plantões noturnos e durante finais de semana. Um cartaz explicando a situação foi colado na porta principal do órgão. 

"Esses plantões de finais de semana para realização de necropsias eram feitos através de revezamento entre quatro médicos no IML de Apucarana. (...) O Governo do Estado não renovou contrato com os outros profissionais e vamos nos revezar nos plantões em dois finais de semana por mês”, declarou Narciso quando ainda atuava junto com Dr. Ângelo. 

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Agora sozinho, Narciso não terá mais nenhum profissional para revezar os plantões, sendo humanamente impossível um só médico assumir tamanha demanda.

Para o delegado da 17ª Subdivisão Policial (SDP) de Apucarana, José Aparecido Jacovós, a situação é insustentável. De acordo com ele, além do transtorno causado às famílias, a justiça fica engessada diante deste cenário. “Se tivermos um caso de estupro, hoje, e precisarmos fazer o exame de corpo de delito é possível que não haja médico e essa vítima fique sem atendimento”, avalia. 

Delegado Jacovós denuncia situação do IML em Apucarana - Vídeo por: Reprodução Segundo ele, essa falta já tem inferido nas investigações. “Um jovem foi espancado esses dias e a mãe dele me ligou pedindo ajuda porque o IML não poderia atendê-lo e o exame foi agendado para dali 15 dias em Londrina”, revela ele inconformado. Jacovós explica que tal demora para realizar o atendimento atrapalha a justiça, já que após duas semanas, as lesões sofridas pela vítima possivelmente não estariam mais presentes no corpo.

O delegado acredita que as autoridades devem cobrar do Governo Estadual uma medida emergencial para que o serviço seja normalizado.