Igreja Católica lança cartilha de orientação política aos eleitores
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A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) está lançando uma cartilha de orientação política denominada “Os cristãos e as eleições de 2018”. O objetivo é conscientizar os fiéis sobre a importância do voto nas eleições deste ano, quando serão eleitos o novo presidente da República, governadores, senadores e deputados federais e estaduais.
A Diocese de Apucarana está divulgando a cartilha em todas as suas paróquias. Na Catedral Nossa Senhora de Lourdes de Apucarana, o lançamento será feito na missa das 19h30 do último domingo.
O Monsenhor Roberto Carrara, pároco da Catedral de Apucarana, explica que a Igreja não tem partido político e nem quer indicar ao eleitor em qual candidato deve votar. Apenas pretende orientar o cidadão sobre a importância do voto e da necessidade de ele analisar bem os candidatos e votar naquele que achar que tem condições de ser o verdadeiro representante do povo junto aos poderes Executivo e Legislativo. “Tem que votar de forma consciente”, diz.
“O eleitor é aquele que vai escolher quem vai trabalhar por ele mesmo, por toda a população, e não por seus próprios interesses. Então, tem que votar com responsabilidade”, afirma monsenhor, observando que o País está numa situação ruim hoje por causa da corrupção. “Nós temos que eleger políticos que, sobretudo, defendam e preservem a vida, que trabalhem pelos interesses do País e do Estado”, acrescenta.
A cartilha frisa que muita gente está desanimada e desacreditada com os políticos, porém não é por isso que o eleitor vá deixar de votar, votar em branco ou anular o voto. Quando isso acontece, o eleitor está sendo conivente com esta situação, com a corrupção. “Todos somos corresponsáveis pela situação que vivemos”, diz a cartilha, assinalando que é possível ao eleitor distinguir os bons dos maus políticos. Neste contexto, deixar de votar, votar nulo ou branco é como a atitude de Pilatos, que lavou as mãos. “A melhor forma de protestar contra os corruptos é votar num bom candidato e depois acompanhar e fiscalizar os eleitos”, diz a cartilha da CNBB.
Na sua mensagem dirigida aos políticos católicos, o Papa Francisco também alerta para a responsabilidade que eles terão com o povo brasileiro e destaca qual é a sua verdadeira função. “A política é um serviço inestimável de dedicação para a consecução do bem comum da sociedade. Ela é, antes de tudo, serviço; não é serva de ambições individuais, de prepotência de facções e de centros de interesse”, diz. “Precisamos de políticos que, em primeiro lugar, preservem o dom da vida em todas as suas fases e manifestações”, observa.
O BOM POLÍTICO
Para a CNBB, o bom político é aquele que assume a política como serviço ao bem comum; vive a política como diálogo e não como confronto; possui proposta política coerente; tem conduta ética, respeita e aplica a Constituição; defende a vida em todas as suas fases; defende a democracia, pois ditaduras e totalitarismos causam males à humanidade; tem coração e mente abertos a todos; promove a justiça social e os direitos humanos; é humano e popular, sem ser populista; tem sensibilidade ecológica, é inovador, empreendedor e administrador.
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