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Derivados de trigo devem ficar 20% mais caros com alta do dólar

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Derivados de trigo devem ficar 20% mais caros com alta do dólar
Derivados de trigo devem ficar 20% mais caros com alta do dólar

Com as sucessivas altas do dólar frente ao real nas últimas semanas, alguns produtos devem ficar mais caros nos supermercados da região em breve. De acordo com gerentes de estabelecimentos de Apucarana e Arapongas, os reajustes da farinha de trigo e derivados, como pão, macarrão e biscoitos, devem ser superiores a 20%. Moeda americana acumula alta de 4,86% na semana. Ontem, a moeda americana registrou leve recuo, mas fechou em R$ 4,10.

Gerente de um supermercado em Apucarana, José Márcio Barbosa aponta que o setor já registrava alta antes da subida do dólar. “O preço de custo da farinha de trigo, por exemplo, já havia subido cerca de 15% no mês passado, devido à quebra da safra da Argentina, principal exportador de trigo para o Brasil. Com isso, o país teve que buscar o produto no Canadá, elevando os custos”.

Ele diz que, com isso, o custo para o produtor final aumentou cerca de 10%. “Não repassamos integralmente a alta. Mas, com o dólar aumentando de preço, devem acontecer novos reajustes, que precisarão ser passados integralmente para o consumidor”.

Eliete Aparecida Gabardo é gerente de um supermercado de Arapongas. Segundo ela, a expectativa é de que os preços sejam reajustados em mais de 20%. “Os valores devem aumentar ainda neste mês. Infelizmente, os consumidores ficam bravos, mas não há o que fazer”, afirma.O economista Acir Bacon, do campus de Apucarana da Universidade Estadual do Paraná (Unespar), aponta que a oscilação do dólar frente ao real afeta mais os produtos derivados do trigo porque boa parte do cereal não é produzido em solo brasileiro. “Somos dependentes da importação do trigo, que é tratada através do dólar. 

Por isso, o preço dos produtos derivados do trigo é tão afetado pelo câmbio”, diz.Segundo ele, o impacto exato para os consumidores ainda é incerto. “Com a forte alta da moeda americana nos últimos dias, é certo que haverá alta no produto, que será repassada para o consumidor através da cadeia produtiva. Mas inúmeras variáveis atuam no mercado, o que torna quase impossível fazer uma estimativa. 

O jeito é aguardar e ficar atento às gôndolas dos supermercados”, ressalta.Ruim para a importação, a valorização da moeda americana frente ao real é benéfica para as exportações. “O dólar alto incentiva a comercialização de produtos locais com outros países. Portanto, algumas empresas podem se beneficiar desta situação”, avalia o economista.Nesta semana, o dólar acumula aumento de 4,9%. 

No mês, a valorização é de 9,4% e, no ano, de 23,9%. Apesar da tendência de alta, a moeda norte-americana fechou em queda ontem, com recuo de 0,42%, sendo vendida a R$ 4,10. Na mínima do dia, chegou a R$ 4,07. Na máxima, foi a R$ 4,13.

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