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Estudantes protestam contra intervenção militar em Apucarana

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Estudantes protestam contra intervenção militar em Apucarana
Autor Estudantes se reuniram na praça após a celebração de Corpus Christi. Foto: WhatsApp - Foto: Reprodução

Estudantes e representantes de movimentos sociais realizaram na quinta-feira (31/05), às 16 horas, o “Ato em Defesa da Democracia - Intervenção Militar Nunca Mais”, na Praça Rui Barbosa, em Apucarana. O evento teve como objetivo apresentar um contraponto ao discurso de defesa do regime militar apresentado nos últimos dias por caminhoneiros e também por outros segmentos da sociedade.

O protesto foi organizado pela União Estudantil de Apucarana (UEA) e também por estudantes secundaristas e universitários de Apucarana. O protesto ocorreu logo após a celebração de Corpus Christi.

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							Estudantes protestam contra intervenção militar em Apucarana
AutorFoto: Reprodução

(Estudantes protestam contra intervenção militar. Foto: WhatsApp)

ANÁLISE
O cientista político Elve Cenci, da Universidade Estadual de Londrina (UEL), afirma que vários fatores ajudam a entender essa defesa da intervenção militar. 

“Em momentos de crise econômica, a exemplo do que ocorre no Brasil, é comum o aparecimento de grupos que propõem saídas autoritárias. Não é um fenômeno só brasileiro. Outro fator importante está relacionado com a nossa história. O Brasil tem uma história, até a Constituição de 1988, repleta de práticas autoritárias. Nossa história é de autoritarismo e não de respeito à democracia”, assinala.

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Apesar do movimento pró-intervenção, o professor não acredita que existe o risco da volta do regime militar. “Os militares, a despeito de alguns discursos isolados, parecem ter clareza do seu papel e não estão interessados na ruptura da ordem democrática. O que justificaria um governo autoritário? E o que eles fariam no dia seguinte? Não acredito que exista qualquer propensão para a ruptura institucional. É muito mais barulho de grupos com pendores autoritários que não sabem exatamente as consequências do que estão defendendo”, completa.


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