Leia a última edição
--°C | Apucarana
Euro
--
Dólar
--

Apucarana

publicidade
APUCARANA

Descendentes retornam caminho para o Oriente em busca de qualidade de vida

Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no WhatsApp Compartilhar no Telegram
Siga-nos Seguir no Google News
Grupos do WhatsApp

Receba notícias no seu Whatsapp Participe dos grupos do TNOnline

Descendentes retornam caminho para o Oriente  em busca de qualidade de vida
Autor Fábio Kendi Nakaguishi, 39, e Geisa Rafaela da Silva, 29, de Apucarana, seguem no dia 15 de junho para o Japão com os filhos Victor, 9, e Mariana, 1 ano - Foto: Reprodução

Os passaportes da família do produtor de vídeo apucaranense Fábio Kendi Nakaguishi, 39, e da maquiadora Geisa Rafaela da Silva, 29, de Apucarana, estão carimbados. O casal segue no dia 15 de junho para o Japão com os filhos Victor, 9, e Mariana, 1 ano. Entre os motivos da mudança estão a educação, qualidade de vida e segurança. E eles não estão sozinhos. Dados do Ministério das Relações Exteriores do Japão, compilados pelo Consulado Geral do Japão em São Paulo, mostram que, de 2014 a 2016, o número de vistos emitidos para descendentes e seus cônjuges cresceu 145%. Em 2016, último dado disponível, foram 11,5 mil emissões.

Se no passado, os descendentes procuravam a terra dos pais e avós em busca de enriquecimento, hoje as motivações estão mais relacionadas aos problemas do Brasil. Fábio e Geisa irão morar em Echizen, localizada na Província de Fukuitaquefu Fukui, onde vivem cerca de três mil brasileiros. “Em outubro de 2017 fiquei hospedado nesta cidade durante um mês em uma viagem missionária da minha igreja. Vi a forma que as crianças são educadas e como os japoneses vivem, fiquei encantado”, conta Fábio. 
Ao retornar da viagem missionária, Fábio passou a ideia para a esposa. Desde então, eles decidiram que iriam morar no Japão principalmente por conta da qualidade de vida. “Fiquei encantado com a forma que as crianças tratam os pais e com o desenvolvimento intelectual e físico dos mais jovens. As crianças lá ficam na escola durante o dia todo, além disso a educação é gratuita, assim como vários outros benefícios”, complementa. 
Fábio conta que durante o período que morou lá observou que as crianças no Japão aprendem a cozinhar, a limpar a casa, vão sozinhos para a escola, independente se está frio, calor ou nevando. Experiências pouco comuns a crianças no Brasil. “Eles vão criando maturidade, diferente daqui. E é isso que eu e a Geisa queremos para eles. Meu pai também vive no Japão há 29 anos e também acaba sendo um dos motivos. Além disso, valorizamos a questão espiritual”, ressalta. 

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Associe sua marca ao jornalismo sério e de credibilidade, anuncie no TNOnline.

2019 - Ainda faltam oito meses para a auxiliar de escritório Amanda Akina Kato, 23 anos, embarcar para o Japão para tentar melhorar de vida. Amanda, que nasceu no Japão porque seus pais trabalham lá, mas veio morar ainda na infância no Brasil, faz parte da nova onda de brasileiros descendentes de japoneses que cruzam o mundo atrás de oportunidades. Daqui a sete meses, a jovem vai refazer o mesmo caminho dos pais e vai tentar a sorte do outro lado do mundo.

Ela vem se preparando e estudando japonês desde o começo do ano. “Falo nadinha, mas vou aprender. Queremos melhorar financeiramente e poder proporcionar para nosso filho uma vida melhor do aqui no Brasil”, explica. 
Amanda, entretanto, vai sozinha e está com coração apertado de ficar a 17 mil quilômetros da família. A auxiliar de escritório irá sem o filho Arthur, de 2 anos, e o esposo, o barbeiro Leandro, 27 anos, que seguem para o Japão apenas no meio de 2019. 
A cidade escolhida para morar é Shizuoka, onde vivem mais brasileiros e, segundo Amanda, será melhor para a adaptação. Porém, depende das vagas de trabalho que serão ofertadas a ela. “Vamos trabalhar no que tiver vaga”, conta. 
Amanda é filha de Gabriela e Ricardo, e descendente “sansei”, por parte de mãe, e yonsei - quarta geração -, por parte de pai. “Sou muito apegada em minha mãe, que a princípio me apoia. Agora ela não está muito feliz com minha decisão. Vai ser difícil ficar longe do meu filho, ele está a cada dia aprendendo e mostrando uma coisa nova, saber que vou perder muita coisa é muito difícil. Mas logo eles vão comigo”, comenta.

Gostou da matéria? Compartilhe!

Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no WhatsApp Compartilhar no Email

Últimas em Apucarana

publicidade

Mais lidas no TNOnline

publicidade

Últimas do TNOnline