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Apucarana

Aumenta procura por imóveis usados

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As novas regras de financiamento para a aquisição da casa própria têm aquecido o mercado imobiliário em Apucarana. Com maior possibilidade de financiamento e menor exigência para o pagamento da entrada, está mais fácil comprar imóveis usados. Com isso, imobiliárias e financeiras especializadas neste tipo de linha de crédito registram um aumento na procura por novos negócios.As novas regras, implementadas pela Caixa Econômica federal (CEF), tiveram início na primeira semana de janeiro deste ano, com o objetivo de reaquecer o setor. 

O banco elevou o limite de financiamento de 50% para 70% para imóveis usados. A medida, consequentemente, diminuiu o valor exigido para dar entrada no financiamento destes imóveis, de 50% para 30%.A alteração não tem limite mínimo ou máximo para o valor do imóvel, mas não inclui as casas e apartamentos novos. Estes continuaram com a possibilidade de financiamento de até 80%, com entrada de 20%.De acordo com Mara Alves, proprietária de uma financeira especializada em imóveis em Apucarana, esta medida teve um impacto bastante positivo. 

“A entrada é o que realmente impacta na aquisição de um imóvel. Com a medida, mais pessoas tiveram como contrair um financiamento”, afirma.Segundo ela, a busca pelo financiamento passou a ser considerável. “Até o ano passado, a demanda era zero. A situação não favorecia, então ninguém procurava o financiamento. Deste ano em diante, só a nossa empresa já teve mais de 10 financiamentos cotados, sendo que a maioria fechou negócio e alguns estão avaliando a possibilidade”, diz.

Outra medida adotada foi a retomada da linha de empréstimo imobiliário Pró-Cotista, uma das mais baratas do país e que havia sido suspensa em junho do ano passado. A linha pró-cotista é hoje a que cobra os menores juros para quem não se enquadra nas regras do programa “Minha Casa, Minha Vida”. Além da Caixa, o Banco do Brasil é o único que oferece a pró-cotista.

A linha é destinada a trabalhadores com conta no FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço) e oferece taxas de juros que variam de 7,85% (clientes com débito em conta ou conta-salário) a 8,85% ao ano. No entanto, esta modalidade não teve tanto impacto no setor. 

“Como houve a permissão para saque do FGTS em contas inativas, um menor volume deste dinheiro foi investido em imóveis”, afirma Mara.Diretor de uma imobiliária em Apucarana, João Eduardo Mareze também destaca o aumento da procura pelos imóveis usados. 

“Com a política de restrição de crédito adotada pelo governo até o ano passado, muita gente que planejava adquirir um imóvel adiou a ideia. Estas pessoas fazem parte de uma demanda que ficou reprimida e que agora, com o crédito mais favorecido, estão finalmente fazendo negócio. As condições de financiamento deixaram de afugentar o comprador”.Ele afirma que a projeção para os próximos meses é de mais dinamismo no mercado. “Há um reaquecimento no setor. Se este ritmo continuar, acredito que deva haver novas ofertas no mercado, bem como uma maior demanda por alguns produtos. O imóvel deverá retomar o posto de uma das principais opções de investimento”.

 
 
 

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Edhucca

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