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Polícia Civil de Apucarana confirma prisão de quadrilha que aplicava o "Golpe do Amor"

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Foto: Reprodução/Imagem ilustrativa
Foto: Reprodução/Imagem ilustrativa

A Polícia Civil de Apucarana confirmou neste sábado (5) a prisão de uma quadrilha de nigerianos e brasileiros que enganava e extorquia dinheiro de mulheres, usando perfis falsos na internet de supostos miliatres dos Estados Unidos que estariaam em missão no Afeganistão, Iraque e África. Após um namoro virtual com as vítimas, os golpistas prometiam mudar para o Brasil. E com falsas declarações de amor, tiravam muito dinheiro delas. Em Apucarana um professora perdeu R$ 34 mil e outra R$ 60 mil, conforme boletins de ocorrências registrados na 17ª Subdivisão Policial (SDP)

Era muita medalha de honra para ser verdade, mas muitas mulheres acreditaram no homem que se apresentava numa rede social como uma militar norte-americano.

Ele realmente existe, mas o perfil era falso e operado por uma quadrilha de estelionatários. Na sexta-feira (4), cinco nigerianos e duas brasileiras foram presos na Grande São Paulo. quatro deles em flagrante. Eles vão responder por estelionato, organização criminosa e lavagem de dinheiro.

Em dez meses de investigação, a polícia identificou mulheres dos estados de São Paulo, Paraná Goiás e do Distrito Federal, que caíram no golpe. Com a promessa de casamento, entregaram dinheiro juntado a vida toda com trabalho a farsantes que se passavam por homens atraentes e bem de vida.

Para convencer uma vítima de que o homem do perfil era rico, os bandidos mandavam entregar um cofre com dinheiro falso na casa dela, alegando que era um adiantamento da fortuna que ele traria ao Brasil. Com garantias como essa, uma vítima paulista chegou a vender um apartamento de R$ 600 mil e entregou tudo ao ladrão.

Os golpistas também pediam dinheiro para as vítimas, para pagarem supostas taxas e impostos ou despesas com a mudança. 

‘Ele falava o que eu queria ouvir’
“A grande maioria das vítimas, quando nos procura sempre trazem a mesma situação, a mesma história: ‘ele falava o que eu queria ouvir’. Ou seja, ele tinha um conhecimento de identificar a vulnerabilidade da vítima, usar palavras que se encaixavam com necessidades daquela vítima, problemas, carências e envolvê-la psicologicamente", afirmou o delegado paulistano José Mariano de Araújo Filho.

Apucarana
O delegado-chefe da 17ª Subdivisão Policial (SDP), José Aparecido Jacovós, reiterou na manhã deste sábado (5) que mais uma mulher residente na região de Apucarana foi vítima do que está sendo chamado de "golpe do amor". Ela perdeu R$ 60 mil após depositar o dinheiro para um suposto militar do Exército dos Estados Unidos que estaria em missão no Afeganistão. 

Ela conheceu o homem através uma rede social e iniciou um relacionamento afetivo virtual sem saber que estava prestes a ser vítima de um golpista. 

Após engambelar a vítima com juras de amor, o estelionatário conseguiu que a mulher depositasse R$ 60 mil em sua conta e em seguida o 'amado" simplesmente sumiu. A conta na qual o dinheiro foi depositado é de um nigeriano.
Professora também foi vítima

Professora
Recentemente uma professora também procurou a Polícia Civil de Apucarana após cair no mesmo golpe perpetrado pela internet e perder R$ 34 mil. Conforme delegado José Aparecido Jacovós, após um mês trocando mensagens, o suposto sargento pediu que a mulher depositasse 1 mil dólares na conta dele, alegando que estava sem comida. Em outubro, ele solicitou o envio de 2 mil e em dezembro 10 mil dólares. Ainda segundo Jacovós, em fevereiro a vítima acabou depositando 16 mil dólares na conta do golpista. 

"O tal militar queria mais dinheiro e finalmente pediu mais 5 mil dólares. A vítima disse que ele ainda afirmou que havia uma pessoa no Aeroporto de Guarulhos com dois quilos em barras de ouro e mais 80 mil dólares e que se ela depositasse a quantia o sargento iria pedir para o sujeito entregar tudo em Apucarana", relata o delegado. 

Como não recebeu o ouro e nem o dinheiro, a mulher percebeu que havia sido enganada e decidiu registrar um boletim de ocorrência. O delegado informou que os depósitos foram efetuados em uma conta na Caixa Econômica Federal. 

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Edhucca

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