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Modelo procura a polícia após ter fotos íntimas divulgadas: "Não podia acreditar que isso estava acontecendo comigo"

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Sharmila conta que antes do vazamento, viveu meses sob medo e chantagem.. Foto: Sérgio Rodrigo
Sharmila conta que antes do vazamento, viveu meses sob medo e chantagem.. Foto: Sérgio Rodrigo

“Podia ser com você, com sua filha, com sua irmã, com sua amiga. Dessa vez foi comigo”. Com essa reflexão e esse alerta que a atriz e modelo Sharmila Chambó, 26 anos, de Apucarana, se manifestou em uma espécie de carta aberta enviada a amigos e durante a entrevista exclusiva que concedeu nesta sexta-feira (27) para Tribuna. Desde o último domingo, quando fotos e um vídeo íntimo começaram a circular nas redes sociais, a vida da modelo virou de cabeça para baixo.

Sharmila foi vítima de uma modalidade de violência contra mulher que se tornou tão comum que foi necessário criar uma lei para tipificar o comportamento de vingança virtual. Quem vazou as imagens foi um homem com quem ela iniciou um relacionamento. A relação, entretanto, rapidamente se tornou abusiva e marcada por chantagens. A modelo, que atualmente mora no Rio de Janeiro, ficou sabendo do vazamento na madrugada do último domingo, após receber a ligação de uma amiga. As imagens foram encaminhadas inicialmente para um grupo de WhatsApp de trabalho da modelo, chegando a vários dos seus clientes.

Com acesso às redes sociais particulares da atriz, o antigo relacionamento chegou a divulgar as imagens em sua página. “Minha primeira reação foi excluir as imagens. Contudo, fiquei com medo de que ele não parasse e voltasse a publicá-las, por isso, num primeiro momento, tirei todas as minhas redes sociais do ar”, explica.

Sharmila conta que antes do vazamento, viveu meses sob medo e chantagem. O vídeo gravado sem a sua autorização, virou trunfo nas mãos do antigo relacionamento. “Para que ele não divulgasse tais imagens, me submeti a tudo que ele pedia. Estou arrependida”, conta.

No primeiro momento, sob o choque da repercussão da exposição de sua intimidade, a apucaranense diz que teve dificuldade em reagir. “Quis desaparecer, não podia acreditar que isso estava acontecendo comigo, até porque me submeti há meses de chantagem para evitar que tais imagens viessem à tona. Me senti invadida, violada, exposta, insegura e tudo mais que possam imaginar”, explica.

Após conversar com seus advogados, Sharmila resolveu levar o caso para Justiça e compareceu à Delegacia da Mulher para registrar um Boletim de Ocorrência contra o autor dos fatos. “Ele responderá por diversos crimes enquadrado na Lei Carolina Dieckmann  e na Lei Maria da Penha, as quais estão aí para proteger pessoas que são vítimas desses tipos de crimes e relacionamentos abusivos, assim como eu”, explica a modelo, que está sendo orientada pela Zanoni, Teixeira & Franco Advogados.

Antes da divulgação das imagens, Sharmila conta que conversou com o autor dos fatos. “Conversei, não só durante toda a madrugada em que ocorreu a divulgação não autorizada das imagens como também na sequência. Na madrugada do dia 21 para 22 de abril eu estava em contato direto com ele pelo celular, tentando evitar que ele as divulgasse. Na verdade, como disse, tento evitar isso desde final de janeiro, período que começaram as chantagens”, reforça.

Após a divulgação das imagens, o antigo relacionamento entrou em contato com a apucaranense e com os pais dela, e chegou a pedir perdão. “O que motivou de fato, apenas ele pode responder. Porém, não vejo outra razão que não seja o fato de não aceitar que eu não queria mais me relacionar com ele. Penso que não só homens, mas qualquer pessoa que expõe um ser humano dessa forma, com o simples fim de humilhar, deve responder judicialmente por suas atitudes”, ressalta.

Segundo a apucaranense, ainda é difícil analisar quais os reflexos do que está vivendo agora vai acarretar na sua profissão. “No primeiro momento minha preocupação está sendo minha família. Mas sem dúvidas, não sei se algum dia conseguirei desvincular minha imagem profissional das imagens divulgadas e isso, além de causar um mal-estar, poderá acarretar na perda de vários contratos”, lamenta.

Leia a reportagem completa na edição impressa do Jornal Tribuna do Norte deste sábado (28). 

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