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Manifestações contra Lula ocorrem hoje em Apucarana e Arapongas

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Protesto em Arapongas. Foto: Sérgio Rodrigo
Protesto em Arapongas. Foto: Sérgio Rodrigo

Integrantes do grupo Cristãos pelo Brasil, de Apucarana, farão uma manifestação a favor da prisão do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), nesta terça-feira (3), às 18h30, na Praça Rui Barbosa. O protesto ocorre um dia antes de o Supremo Tribunal Federal (STF) decidir o futuro do político do petista, condenado em segunda instância pelo Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4). Atos públicos também ocorrem em Arapongas e em outros 99 municípios do país, conforme dados do movimento 'Vem Pra Rua'. 

De acordo com André Romagnolli, um dos organizadores do evento em Apucarana, além de exigir punição ao ex-presidente, o objetivo do ato público é esclarecer à população sobre o impacto do julgamento na política e na sociedade brasileira. 

"Vejo muita desinformação na internet. Temos que esclarecer a repercussão do julgamento. A manifestação é para despertar a discussão para esclarecer à população, pois isso poderá abrir precedentes. O caso de Lula foi julgado em segunda instância e existem outras situações penalizadas pelo judiciário que vão abrir precedente. Por isso essa manifestação é para esclarecer que o impacto não é só politico-partidário mas terá outros desdobramentos na vida da sociedade brasileira", analisa. 

Arapongas
Em Arapongas, o protesto está programado para às 17 horas, na Rua Jandaia, onde é realizada a 'Feira da Lua'. "A manifestação é contra a corrupção e em prol de que seja mantida a prisão de Lula em segunda instância. Nossos legisladores não podem mudar as regras conforme o vento. A regra uma só para todos, e tem que ser cumprida. Isso serve de alerta sobre o risco que as instituições correm se não cumprirem as regras", destaca o presidente do Sindicato das Indústrias de Móveis de Arapongas (Sima), Irineu Munhoz. O Sima está ajudando a organizar o protesto. 

De acordo com ele, a decisão de liberar os funcionários para a manifestação ficará a cargo das empresas. "O horário é praticamente no fim do expediente. Vai depender se as pessoas estarão em condições de se deslocar. Queremos uma manifestação ordeira, que demonstre a insatisfação com o que o STF está fazendo", assinala. 

Protestos confirmados em 20 Estados e no exterior
Atos públicos também acontecerão em 100 cidades brasileiras, em 20 Estados. De acordo com informações do movimento Vem Pra Rua, além do Paraná, manifestações ocorrem em Alagoas, Bahia, Ceará, Distrito Federal, Espírito Santo, Goiás, Maranhão, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul, Pará, Paraíba,  Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul e Rio Grande do Norte, São Paulo e Santa Catarina. Atos públicos também ocorrerão no exterior, em Boston (EUA) - 18h - Praça da Harvard, Londres (Inglaterra) - 18h - Consulado Brasileiro. Em Roma (Itália), houve protesto às 10 horas, e em Santiago do Chile (Chile) às 9 horas. 

As manifestações acontecem um dia antes do Supremo Tribunal Federal (STF) decidir um habeas corpus preventivo que beneficia o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, condenado em segunda instância pelo TRF-4 (Tribunal Regional Federal da 4ª Região) a 12 anos e um mês de prisão em um dos casos de corrupção no qual ele é réu.

O assunto ganha força também no Judiciário brasileiro. Procuradores do Ministério Público e outros servidores da Justiça fizeram um abaixo-assinado com mais de 4 mil assinaturas no qual se posicionam favoráveis às prisões em segunda instância. As manifestações também ocorrem no exterior: brasileiros que vivem nos Estados Unidos, na Inglaterra, na Itália e no Chile também irão se posicionar contra a corrupção.

Segundo o movimento, rediscutir as prisões após condenação em segunda instância pode não só beneficiar o ex-presidente Lula, como também todos os outros investigados e condenados por crimes de corrupção que travam o desenvolvimento do Brasil, além de criminosos de outras naturezas, sendo algo oportunista e inadequado – em especial neste momento em que o país busca renovação.

Além da manifestação desta terça-feira, o movimento encaminhou uma carta aberta ao Supremo e se reuniu com a ministra Cármen Lúcia, presidente do STF, a quem relatou a indignação dos brasileiros ao ver um réu condenado andar livremente pelo país.

(Com assessoria)

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