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Apucaranenses ainda estão assustados com tremor de terra; sismólogo explica detalhes

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Apucaranenses ainda estão assustados com tremor de terra - Foto: TNONLINE
Apucaranenses ainda estão assustados com tremor de terra - Foto: TNONLINE

Apucaranenses ainda estão assustados com os reflexos no município de um terremoto de magnitude 6,8 que atingiu a Bolívia ontem (2) pela manhã. Nesta terça-feira (3), pessoas que residem ou trabalham em outros três edifícios da cidade se mostravam cautelosas com a possibilidade de um novo tremor de terra. 

Ontem moradores e funcionários de salas comerciais de pelo menos dois edifícios localizados no centro da cidade relataram tremores entre 10h30 e 11 horas. Em um dos casos, o Corpo de Bombeiros foi acionado para verificar a estrutura de um prédio na Rua Miguel Simião e constatou que tudo estava dentro da normalidade.

 "É uma sensação horrível estar em um prédio e sentir que tudo balançando", afirmou o webmaster Rodrigo Camargo, que trabalha no oitavo andar de um prédio no centro de Apucarana.

Outras cidades
Além de Apucarana, tremores também foram sentidos em outras cidades do Paraná. O Corpo de Bombeiros informou que prédios foram evacuados em Maringá, Umuarama e Cascavel. Os abalos também foram sentidos em Cianorte e Londrina, porém com menos intensidade, assim como em Apucarana. 

Cinco estados
O abalo sísmico assustou moradores de pelo menos cinco estados brasileiros. O especialista em abalos sísmicos Juraci Carvalho, do Observatório de Sismologia da Universidade de Brasília (UnB), explicou que o tremor na Bolívia é considerado acentuado, com mais de 500 km de profundidade.

“O que as pessoas sentiram foi uma vibração, porque as zonas se propagam no interior da terra. Então, dependendo do local, dependendo da geologia ou da estrutura, os prédios mais altos estão mais propícios a sentirem [o tremor]”, afirmou Juraci.

O simólogo ainda simplificou a explicação de uma forma figurada. “Imagina alguém que esteja em cima do chão e uma pessoa que esteja em cima de uma gelatina. Qualquer coisa que você passar ali, quem está em cima da gelatina vai sentir mais”, comentou.

Apesar dos esclarecimentos, mais detalhes sobre o abalo sísmico que atingiu a Bolívia só serão possíveis com mais estudos. “O evento sismo, conforme a ruptura, tem algumas preferências de propagação com maior amplitude, que é o padrão de radiação. Como é um sismo que acabou de acontecer, ainda não foi estudado e mais respostas virão com o tempo”, completou o especialista.

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