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Poda de árvores não surte efeito e andorinhas voltam a causar polêmica

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Tanto os pássaros quanto o mau cheiro na região continuam, irritando quem passa ou trabalha naquela região. Foto: Sérgio Rodrigo
Tanto os pássaros quanto o mau cheiro na região continuam, irritando quem passa ou trabalha naquela região. Foto: Sérgio Rodrigo

A expectativa de comerciantes, pedestres e do poder público era de que o corte de algumas árvores na Praça Interventor Manoel Ribas (Praça do Redondo), no centro de Apucarana, diminuísse os problemas causados pelas centenas de andorinhas que povoam o local durante parte do ano. No entanto, o que se viu foi que as aves apenas passaram para árvores próximas, ao redor da praça. Tanto os pássaros quanto o mau cheiro na região continuam, irritando quem passa ou trabalha por ali.

O trabalho de poda e corte de árvores foi realizado pela Prefeitura de Apucarana em setembro de 2017. Na época, a intenção era readequar a praça, retirando árvores de porte maior em favor de plantas mais baixas, com amparo legal do Ministério Público e após estudo de impacto ambiental realizado pela Secretaria Municipal de Meio Ambiente. 

(Foto: Sérgio Rodrigo)

Porém, o efeito na população de andorinhas foi praticamente nulo. O problema gerado pelas andorinhas foi tema de discussão na sessão da Câmara de anteontem. Os vereadores devem formar uma comissão para discutir o assunto com a promotoria de de Defesa do Meio Ambiente.“A medida não resolveu nada. As andorinhas saíram do meio da praça, mas se concentram agora nas laterais, onde árvores de maior porte ainda estão plantadas. Ninguém aguenta mais as aves aqui no centro. Tanto é que a praça se tornou inutilizável”, afirma Vinícius Buquio, proprietário de uma sorveteria no local.

Segundo o empresário, há 11 anos ele tenta revitalizar o espaço. “Já fizemos até projeto próprio. É preciso que sejam feitas ações mais concretas no sentido de tornar a praça mais habitável”, afirma Buquio.Igor Felipe Maestro é encarregado de uma lanchonete na praça e relata que a situação inclusive afasta clientes. 

“Esta situação acaba fazendo com que clientes deixem de vir até aqui. Também por conta da falta de higiene provocada pela situação, não posso colocar mesas na calçada, o que prejudica o negócio”.Ele ressalta ainda que o trabalho limpeza é constante, mas ineficaz. “Lavamos todos os dias a calçada, mas não adianta. O cheiro fica, é quase insuportável. Nossa expectativa é que mais podas de árvores sejam feitas e, com isso, o problema pelo menos diminua”.

(Foto: Sérgio Rodrigo)

O secretário municipal de Meio Ambiente, Sérgio Bobig, reconhece que o efeito da retirada das árvores foi menor do que o esperado. “Elas foram para as árvores da lateral da praça e devem ficar por aqui até abril ou maio, que é quando se inicia a migração da espécie para outros locais. Até lá, infelizmente, não há muito o que fazer, a não ser conviver com elas”.

Bobig afirma que, para minimizar os impactos das fezes dos animais, que causam o mau cheiro no local, é preciso manter as árvores podadas. “Estamos analisando a utilização de um produto orgânico para tentar reduzir o forte odor. Devemos fazer um teste nas próximas semanas para observar os resultados. A troca do pavimento da praça fica ‘travada’ por conta do alto custo envolvido. O corte de mais árvores na área, com o plantio de espécies mais baixas, não está descartado”.

(Foto: Sérgio Rodrigo)


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Edhucca

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