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Prisões ligadas às drogas crescem 80% em Apucarana

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Foto: Tribuna do Norte
Foto: Tribuna do Norte

As prisões por envolvimento com drogas aumentaram 80% em Apucarana. Balanço divulgado pelo 10º Batalhão de Polícia Militar (BPM) aponta que foram 1.085 prisões em 2017 contra 603 em 2016. No contexto geral, foram 2.466 detidos no ano passado contra 1.706 em 2016, um crescimento de 45%.

O levantamento mostra que 712 usuários e 373 traficantes foram encaminhados à delegacia no ano passado. No mesmo período, a PM apreendeu 213 menores envolvidos na comercialização e também no consumo de entorpecentes. Ainda conforme o relatório, o número de reincidência cresceu 114% em relação venda e 195% ao uso de drogas em comparação a 2016. 

O major Roberto Francisco Cardoso, que está respondendo pelo comando do 10º BPM, considera o resultado muito positivo e credita o aumento de prisões ao trabalho desenvolvido pela polícia. “As operações com abordagens e fiscalizações estão ocorrendo com frequência na cidade. Não só nos locais que costumeiramente ficam os traficantes e usuários de drogas. E essas ações tiveram um resultado positivo e concreto que é o aumento no número de prisões”, destaca.

Cardoso observa que as operações de combate ao tráfico e consumo de entorpecentes também interferem na prática de outros crimes. “O furto e o roubo são os que mais incomodam a população. E o tráfico de drogas é a mola propulsora desses crimes. Então, combatendo o tráfico a tendência é diminuir a prática dos outros crimes”, analisa.Em reportagem divulgada esta semana na Tribuna, moradores reclamaram sobre o comércio de drogas e aglomeração de usuários em locais públicos e exigiram uma atitude mais efetiva da polícia. 

“Os policiais estão atentos e desempenhando o seu papel. O que acontece é que o tráfico é dinâmico. Ao mesmo tempo que a gente consegue desarticular a venda e consumo em determinado local, em pouco tempo acaba migrando para outro local”, explica.

Sobre a instalação de módulos policiais nas praças públicas, Cardoso acredita que seria um desperdício de recursos. “Vivemos em outra realidade, devido evolução da sociedade e do crime. Instalar módulos em praças, nossa atual conjuntura, seria desperdiçar recursos logísticos e humanos. A nossa abrangência do policiamento seria reduzida ao invés de ser ampliada”, pondera. 

O major também comentou a respeito das críticas direcionadas à corporação por conta da liberação de suspeitos logo após o encaminhamento à delegacia. “Se a legislação assim determina, os órgãos que estão envolvidos, as polícias Militar e Civil são cumpridores da lei. Esse agentes têm que cumprir o que diz a lei. Não é culpa da PM, é a legislação”, assinala.




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