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Celulares correspondem a 34% dos roubos em Apucarana

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Desatenção no uso do celular nas ruas pode representar uma situação de risco| Foto: Sérgio Rodrigo/TN
Desatenção no uso do celular nas ruas pode representar uma situação de risco| Foto: Sérgio Rodrigo/TN

O telefone celular é o item mais visado pelos assaltantes em Apucarana. Dados do setor de Inteligência do 10º Batalhão de Polícia Militar (BPM) apontam que um em cada três roubos na cidade tem este aparelho como alvo. De acordo com a PM, os ladrões geralmente se aproveitam da distração dos usuários para surpreender a vítima.

Foram, ao todo, 419 roubos registrados pela polícia apucaranense ao longo de 2017. Em 143 casos, a vítima apontou o celular como um dos itens roubados. O valor equivale a 34,1% das ocorrências desta natureza na cidade. Em média, um celular é roubado a cada dois dias e meio. 

No entanto, muitas vítimas sequer confeccionam o boletim de ocorrência acusando o crime, o que faz com que este número seja potencialmente ainda maior.Já com relação aos furtos, o celular não é tão visado. Foram 299 furtos simples catalogados pela PM em 2017. Destes, apenas 12 envolveram a subtração de um telefone celular.

O roubo acontece quando há a apropriação de um objeto alheio com uso de violência física ou psicológica, como um assalto no meio da rua. Já o furto é caracterizado pela apropriação de um objeto sem consentimento e sem o uso de violência, como quando um ladrão leva um carro estacionado, sem a presença do motorista ou passageiros.

A tenente Kelly Wistuba de França, do 10º BPM, afirma que parte dos roubos pode ser evitada. “Muitas vezes, os roubos de celulares acontecem porque as pessoas utilizam o aparelho nas ruas sem prestar muita atenção ao redor. Os ladrões acabam se aproveitando desta distração dos usuários para realizar o crime”.Segundo ela, a maioria dos roubos de celulares é realizada já visando um comprador para o aparelho. 

“Se há o roubo, é porque há comprador. É importante destacar que a pessoa que foi flagrada com um celular, que foi furtado ou roubado, irá responder por receptação mesmo que diga que não sabia a origem do aparelho. A partir do momento que compra sem nota fiscal, assume o risco”, afirma.


Três

A assistente administrativa Eidiana Cristina Bernardes Silva, 42 anos, já teve três celulares furtados nos últimos dois anos enquanto trabalhava. A apucaranense conta que deixou os telefones em cima do balcão de atendimento e quando voltou não estavam mais no local. 

“A gente pensa que todos são honestos e que jamais isso vai acontecer. Nunca registrei um boletim de ocorrência. Mas me senti frustrada, pois eu jamais pegaria algo de outra pessoa desta forma que fizeram comigo”, explica. (COLABOROU FERNANDA NEME)

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