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Projeto prioriza a produção orgânica e cria aplicativo de celular para receber encomendas

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Além de incentivar o consumo local e criar um canal direto entre consumidores e 13 famílias de produtores rurais, o projeto também prioriza a produção orgânica e agroecológica - Foto TN
Além de incentivar o consumo local e criar um canal direto entre consumidores e 13 famílias de produtores rurais, o projeto também prioriza a produção orgânica e agroecológica - Foto TN

Produtos direto do campo, sem atravessadores, encomendados via aplicativo de celular e entregues na porta de casa. Essa é a proposta do projeto Pureza na Mesa, desenvolvido pelo Instituto Colmeia, de Apucarana (norte do Paraná). Além de incentivar o consumo local e criar um canal direto entre consumidores e 13 famílias de produtores rurais, o projeto também prioriza a produção orgânica e agroecológica.


O projeto é uma evolução do programa Cesta Agroecológica, que ofertava usando como canal de comunicação um grupo de Whats App. Com sucesso da empreitada, o programa ganhou novos recursos. O antigo projeto ganha um novo layout e a criação de um aplicativo para smartphones, que irá facilitar os pedidos e entregas em toda a região. 

“Todo trabalho que era feito através do WhatsApp passa a ser feito pelo aplicativo, que deve ir ao no começo de fevereiro”, comenta Renato Munhoz, coordenador do projeto. O aplicativo, que foi criado por uma empresa de informática voluntariamente, deve atender pessoas de toda a região. 

“Criamos um logotipo para que isso se torne mais fácil e chegue de maneira mais fácil até as pessoas. O WhatsApp limita o contato com novos clientes e por isso, demos a ideia de criar o aplicativo”, explica Leonardo Ross, da empresa responsável pela criação do app. Leonardo diz que a previsão do aplicativo ir ao ar é no começo de fevereiro. 

“Temos que esperar fazer todos os testes para que o programa não chegue aos clientes com defeitos. Queremos colocar o app prontinho para facilitar a vida dos consumidores”. O coordenador da Pureza na Mesa acredita que a tecnologia veio para contribuir com o crescimento do projeto. 

“Entregamos cerca de 50 cestas por semana em Apucarana e 20 em Arapongas, com produtos plantados por 11 famílias do assentamento Dorcelina Folador, de Arapongas, uma família de Apucarana e outra do Pirapó. Esperamos crescer esse número”, comenta  o coordenador. Para Renato, com aumento de clientes e pedidos, o projeto irá firmar parcerias pela região, como Maringá e Curitiba. 

“Será uma troca de redes com outros produtores para conseguir atender a demanda”. Além de legumes, verduras e frutas, o projeto Pureza na Mesa irá comercializar outros produtos orgânicos, como cachaça, açúcar mascavo, que virão de Paranacity, fubá, arroz, farinha integral. “Nossa intenção é agregar valor ao projeto. Tudo será vendido por um preço justo, ao contrário do que acontece nos grandes mercados”. 

Famílias apostam em agricultura sustentável
A agricultora Maria Marta Lorenzini, 50 anos, disponibiliza mais de 15 tipos de verduras, legumes e frutas para o projeto Pureza na Mesa. Desde os 8 anos, ela trabalha com agricultura, mas foi há quatro anos, que ela decidiu criar uma horta orgânica no Pirapó, onde vive com sua família. “Os produtos orgânicos são lucrativos e valorizaram a agricultura. Eles se tornaram um incentivo para nós. Hoje, as pessoas buscam produtos saudáveis e com boas procedências”. 

Além do projeto Pureza na Mesa, Marta também vende seus produtos todas as quintas-feiras na Praça Valmor Giavarina, e também de quarta-feira e sábado, na Feira do produtor, ambas em Apucarana. “Minha família e muitas outras são sustentadas pela agricultura. Temos que valorizar essa área”.

Produção em assentamento
O produtor Romildo Bispo do nascimento, 51 anos, vive há 17 anos no assentamento Dorcelina Folador, em Arapongas, com a esposa Simone e mais dois, dos quatros filhos. A família vivia em Londrina e optou por levar uma vida mais calma e saudável no campo. A Pureza na Mesa será mais uma fonte de renda da família, que junto com as outras 10 famílias do assentamento, produzem mais de 35 alimentos, entre verdura, legumes, frutas e leite. 

Para Romildo, o Instituto Colmeia agregou valor à produção do assentamento. “É uma de nossas fontes de renda e através do projeto conseguimos levar alimento saudável para mais pessoas”. Romildo e os outros produtores do assentamento também fornecem alimentos para escolas cadastradas no Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE). 

“Você vê a diferença nos produtos orgânicos e agroecológicos. É outro gosto. Temos muito orgulho do nosso trabalho”. O agricultor também vende seus produtos agroecológicos na Feira do Produtor, de Arapongas. 

Orgânicos ou agroecológicos?
O coordenador do Pureza na Mesa, Renato Munhoz, explica que a diferença entre os produtos chamados orgânicos e agroecológicos é a certificação concedida pela Agência de Defesa Agropecuária do Paraná (Adapar), Secretaria Estadual de Agricultura e Rede Ecovida. 

“Os dois tipos de alimentos são cultivados sem uso de agrotóxicos. Às vezes pelas próprias condições da água que o produto é regado isso pode influenciar no selo que garante ser um produto orgânico. Porém, para o agricultor a certificação pode se tornar um pouco cara, de modo de alguns produtos são classificados como agroecológicos”, comenta. 

Economia solidária
Criado em 2012, o Instituto Colmeia atua em várias áreas. Segundo o presidente da ONG, Zenildo Megiatto, o instituto trabalha com projetos de geração de rendas e o carro-chefe é a economia solidária, que conta com produtores e prestadores de serviço, que visam se organizar, melhorar a qualidade de vida e gerar renda. O instituto Colmeia conta, além de produtos orgânicos e agroecológicos, com uma panificadora comunitária, e oferta serviços de ecoterapia, atendendo crianças e pessoas deficientes, e um espaço pronto que futuramente será uma horta. 

Fonte: Tribuna do Norte - Diário do Paraná

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